- Nikolas Ferreira utilizou um jatinho ligado a Daniel Vorcaro para a campanha de Jair Bolsonaro no segundo turno de dois mil e vinte e dois; a aeronave era da Prime Aviation, empresa de compartilhamento de bens de luxo.
- A Prime You informou que Vorcaro não era proprietário da aeronave nem de jatos do portfólio da empresa, que operava o voo como táxi aéreo.
- A reportagem do jornal O Globo revelou o uso do jatinho; na época, Nikolas era vereador em Belo Horizonte e havia se tornado o deputado federal mais votado do estado.
- O deputado bolsonarista afirmou não saber quem era o proprietário do avião na ocasião e disse que há uma narrativa da esquerda para incriminá-lo.
- Reações políticas incluíram críticas de Renan Santos, avaliação de cinismo pela ministra Gleisi Hoffmann e pedido de depoimento por Rogério Correia; Pedro Rousseff acionou a PGR para investigar possível caixa dois.
O caso envolve o uso de uma aeronave ligada a Daniel Vorcaro, dono do banco Master, em campanha presidencial de 2022. Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou um jatinho pertencente à Prime Aviation para apoiar a campanha de Jair Bolsonaro no segundo turno. A informação foi publicada pelo jornal O Globo.
Ferreira, então vereador em Belo Horizonte e recém-deputado federal mais votado, afirmou em vídeo que não sabia quem era o proprietário da aeronave na época e que o jatinho integrava atividades da caravana Juventude pelo Brasil. A aeronave pertencia à Prime Aviation, empresa de compartilhamento de bens de luxo com Vorcaro entre os sócios.
A empresa Prime You, identidade fantasia da Prime Aviation, declarou que Vorcaro não era nem é proprietário da aeronave nem de jatos do portfólio. Segundo o comunicado, o avião operava como táxi aéreo já em outubro de 2022, com voos fretados. O dono do Master deixou de ter participação na Prime em setembro de 2025, com participação minoritária, sem controle.
Reações
A divulgação provocou reação no cenário político. Um pré-candidato à presidência pela Missão criticou a ligação entre Vorcaro e a caravana, sugerindo silenciamento de informações. As respostas do governo incluíram observações sobre investigações e responsabilização de quem participou de atos ligados ao caso Master, segundo fontes oficiais.
Ainda, membros da oposição defenderam a abertura de depor sobre o caso, com pedidos de esclarecimentos sobre supostos vínculos entre Vorcaro, o Master e financiamentos de campanha. Um vereador da cidade de Belo Horizonte acionou a Procuradoria-Geral da República para apurar possível caixa Dois relacionado ao episódio.
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