- Ato promovido pelo Acorda Brasil na avenida Paulista reuniu cerca de 20 mil pessoas, com números que, segundo institutos, ficaram entre metade do público de setembro de 2025 e o dobro de junho de 2024.
- O evento destacou a união entre direita e centro-direita, com presenças de Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), além do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e dos Bolsonaro, em participação gravada de Eduardo.
- A organização ficou a cargo do deputado Tomé Abduch (Republicanos) e do Nas Ruas, reunindo lideranças de várias legendas em defesa de um bloco contra Lula.
- A palavra de ordem foi “Fora Lula, Moraes e Toffoli”; o ato destacou preocupações com a liberdade de expressão e críticas ao STF, apontando autocensura no país.
- Apesar de ausências como Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro, analistas veem potencial de união entre lideranças para o segundo turno, sugerindo força política da oposição contra Lula.
Na avenida Paulista, em São Paulo, ocorreu um ato promovido pelo movimento Acorda Brasil no último domingo. O objetivo foi defender pautas da direita e centro-direita e criticar o governo Lula e ministros do STF. A organização reuniu apoiadores sem custo de transporte público, segundo relatos de participantes.
A composição contou com nomes ligados a diferentes alas do espectro político conservador. Entre os presentes estiveram o senador Flávio Bolsonaro, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. Também participou o deputado estadual Tomé Abduch, apontado como organizador.
De acordo com institutos que fizeram a estimativa de público, cerca de 20 mil pessoas estiveram na Paulista. Alguns participantes contestaram o número e as imagens mostraram diferentes perspectivas sobre o tamanho do ato. Em setembro de 2025 já houve manifestação semelhante, com número maior.
Pelo que apurou a reportagem, o ato ficou acima do contingente registrado em junho de 2024, quando houve pedido de anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro. Ainda assim, o comparecimento foi menor do que em 2025, segundo os levantamentos. Não houve fretamento de ônibus nem distribuição de benefícios no local.
O tom do ato incluiu defesa da anistia a condenados e a derrubada de veto presidencial ao projeto da dosimetria, acompanhado pela palavra de ordem central: Fora Lula, Moraes e Toffoli. A presença de ministros do STF foi um tema sensível para parte dos participantes, com relatos de autocensura no debate público.
Além da pauta contra o governo, o movimento mostrou diversidade de atores da direita. Participaram apoiadores que não integram o bolsonarismo raiz, bem como representantes de partidos como Novo, Republicanos, PSD e MDB. A união entre estas forças foi apresentada como objetivo estratégico.
Segundo apuração, a organização estadual ficou a cargo de Tomé Abduch, com apoio do Nas Ruas. O ato também reuniu possíveis candidatos a cargos majoritários para 2026, sugerindo uma demonstração de força unificada contra Lula.
Embora haja avaliação de que a esquerda tenha retratado o ato como divisões, a percepção de analistas independentes aponta para uma frente coesa entre várias lideranças da direita e da centro-direita. O cenário sugere que a oposição pode buscar alianças para o segundo turno, caso avancem no pleito.
A condução da manifestação ocorreu sem incidentes graves relatados até o fechamento desta edição. Do lado do governo, não foram imediatamente apresentados dados sobre o ato ou respostas oficiais aos posicionamentos divergens que foram levados ao público.
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