- A Controladoria-Geral da União vai apurar a conduta de dois servidores do Banco Central afastados na terceira fase da Operação Compliance Zero, ligados a Vorcaro, dono do Master.
- Segundo a Polícia Federal, eles atuavam como consultores privados de Vorcaro, davam orientações estratégicas em processos envolvendo o Master e vazavam informações, recebendo propina.
- Os servidores Paulo Sérgio Neves de Sousa, ex-diretor de fiscalização do BC, e Bellini Santana, ex-integrante do Departamento de Supervisão Bancária, já haviam sido afastados pelo BC após sindicância interna.
- A PF pediu ao STF medidas mais severas, resultando em determinação de tornozeleira eletrônica, além da entrega de passaporte em até 24 horas.
- O Master foi liquidado em 2025 por problemas de liquidez e suspeitas de fraudes; Mendonça destacou em decisão que Vorcaro mantinha contato frequente com servidores do BC para temas regulatórios.
O que aconteceu: a Controladoria-Geral da União (CGU) passará a apurar a conduta de servidores do Banco Central (BC) afastados na third fase da Operação Compliance Zero, ligada ao caso Master. A ação envolve suspeitas de atuação como consultores de Vorcaro, dono do Master, com repasse de informações.
Quem está envolvido: Paulo Sérgio Neves de Sousa, ex-diretor de fiscalização do BC, e Bellini Santana, ex-integrante do Departamento de Supervisão Bancária, foram afastados pelo BC após sindicância interna. A PF aponta que os dois atuavam como consultores privados de Vorcaro em processos envolvendo o Master, recebendo propina.
Quando e onde: a decisão ocorreu nesta quarta-feira (4), com a deflagração da terceira fase da operação. A apuração está em andamento no âmbito do STF, com medidas como uso de tornozeleira eletrônica e entrega de passaporte determinadas pelo ministro André Mendonça.
Por quê: a PF reuniu indícios de crimes contra os dois servidores por suposta atuação como intermediários, repassando informações e orientações estratégicas. O Master foi liquidado em 2025, após crises de liquidez e suspeitas de fraudes.
CGU assume apuração
A CGU será responsável por definir, em conjunto com o BC, o tipo de processo administrativo a ser instaurado contra os servidores. A atuação integrada visa apurar responsabilizações e preservar o patrimônio público.
A decisão do STF também reforça que Vorcaro manteve contato direto com servidores da autoridade supervisora, solicitando orientações sobre reuniões institucionais, elaboração de documentos e temas regulatórios sensíveis.
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