- A terceira fase da Operação Compliance Zero mostrou alinhamento do ministro André Mendonça, novo relator do caso Master no STF, com a Polícia Federal e isolamento da PGR.
- Mendonça decretou nova prisão de Daniel Vorcaro e de outros investigados, atendendo aos pedidos da PF sem objeções aos rumos da apuração.
- O ministro ressaltou a urgência das prisões diante de ameaças de violência de Vorcaro contra ex-funcionários e um jornalista, além de monitoramento de autoridades e obtenção ilegal de informações sigilosas.
- Mensagens obtidas pela PF indicam que Mourão, chamado de “Sicário”, recebia R$ 1 milhão por mês para atuar em uma milícia privada ligada ao grupo de Vorcaro, chamado “A Turma”.
- A PGR contestou a gravidade dos fatos, afirmando não haver indicação de perigo imediato, o que contrastou com as ações da PF e com as medidas restritivas adotadas.
A terceira fase da Operação Compliance Zero deflagrou novas prisões ligadas ao caso Master. O ministro André Mendonça, novo relator, autorizou a prisão de Daniel Vorcaro e de outros investigados, com apoio da Polícia Federal e sem objeção à condução das investigações. A PGR ficou em posição de isolamento.
Mendonça atendeu aos pedidos da PF, ressaltando a urgência de medidas restritivas diante de ameaças de violência de Vorcaro contra ex-funcionários e um jornalista, bem como do monitoramento de autoridades e acesso a informações sigilosas. A PGR discordou publicamente.
A PF apontou riscos graves à integridade física de terceiros e à recuperação de ativos desviados. Entre os alvos, houve bloqueio de bens e suspensão de empresas ligadas ao grupo de Vorcaro. A operação envolve a Interpol e o FBI, segundo a investigação.
Contexto e desdobramentos
Mensagens obtidas pela PF indicam que um capanga, apelidado de Sicário, recebia R$ 1 milhão por mês para agir contra jornalistas e outros envolvidos. Vorcaro autorizou ações de intimidação contra um jornalista e monitoramento de um ex-funcionário.
Relatos indicam que a milícia privada chamada A Turma contava com um escrivão aposentado da PF e recebia ordens para obter endereços de alvo. As comunicações sugerem ainda a atuação de uma rede para coibir a divulgação de notícias desfavoráveis.
A investigação aponta ainda que Vorcaro utilizava estruturas para financiar operações criminosas. Na segunda fase, em janeiro, foram bloqueados R$ 2,2 bilhões numa conta ligada ao pai de Vorcaro, em uma distribuidora investigada por lavagem ligada ao PCC.
Histórico recente e efeitos da decisão
Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano anterior, mas acabou solto dias depois pelo TRF1. Em dezembro, Toffoli avocou o caso para o STF com sigilo. Nos últimos meses, Mendonça vem recebendo apoio dos agentes envolvidos, com maior controle de acesso a informações.
A decisão de Mendonça destaca a gravidade das evidências e o risco de continuidade de ilícitos, caso as medidas não fossem adotadas. O ministro enfatizou ainda a possibilidade de danos a cidadãos comuns, jornalistas e autoridades públicas, caso haja demora na atuação.
A terceira fase da operação mantém o foco no combate a fraudes financeiras e à atuação de redes criminosas, com desdobramentos ainda em apuração pelas forças de segurança e pelo Ministério Público.
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