- O vice-presidente Geraldo Alckmin deixa o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior em abril, prazo de desincompatibilização para disputar as eleições deste ano.
- A confirmação foi feita na quinta-feira, cinco.
- Lula elogiou Alckmin, mas indicou que ele pode ter papel na chapa majoritária; pode haver espaço no Planalto para alguém do MDB, conforme cenário político.
- Caso não haja espaço na governança nacional, Alckmin pode enfrentar o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, na disputa ao governo de São Paulo, embora haja resistência interna à ideia.
- O pleito paulista é visto como estratégico; em dois mil e vinte e dois, o estado foi perder para Jair Bolsonaro por cerca de dois milhões e setecentos mil votos, mas registrou onze milhões e quinhentos mil votos.
Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e atual ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, confirmou nesta quinta-feira que deixará o cargo em abril. O prazo corresponde à desincompatibilização exigida para disputar as eleições de 2026, ocupando o mandato até a data prevista para cumprir esse requisito.
Ato de desincompatibilização envolve o afastamento de atividades políticas para concorrer. A decisão ocorre em meio a avaliações internas sobre alianças e composição da chapa majoritária, com debates sobre qual espaço manter no Palácio do Planalto.
Lula tem elogiado o ex-tucano, mas sinaliza que Alckmin pode ter papel a cumprir na próxima etapa das eleições. Parte do MDB defende ampliar as alianças, abrindo espaço para um nome do partido no comando da cadeira de Alckmin.
Caso não haja espaço no Planalto, o ex-governador pode enfrentar Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo governo de São Paulo, segundo informações de bastidores. A eleição paulista pode receber impactos estratégicos para o conjunto da coligação.
Em 2022, São Paulo foi o maior colégio eleitoral do país, com cerca de 11,5 milhões de votos válidos, ainda que tenha sido vencido por Jair Bolsonaro. O desempenho reforça o peso estratégico do estado nas definições eleitorais nacionais.
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