- Grupo de 24 estados liderados por democratas entra com ação na Justiça contra os aranceles globais de 10% de Donald Trump, anunciados após a decisão do Supremo.
- Os demandantes dizem que a nova autoridade legal usada para impor tarifas não pode contornar a decisão recente do tribunal superior.
- A ação será apresentada no Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos, em Nova York, contestando os aranceles vigentes por 150 dias sob a Lei de Comércio de 1974.
- Estados como Nova York, Califórnia e Oregon afirmam que os aranceles de 15% planejados para o mundo também são ilegais e excedem poderes executivos.
- O secretário do Tesouro sinalizou que os valores podem subir até 15% ainda nesta semana, enquanto Trump mantém os aranceles como pilar de sua política.
Um grupo de 24 Estados dos EUA, liderados por democratas, entrou com uma ação contra a Administração de Donald Trump nesta quinta-feira. A ação contesta os aranceles globais de 10% impostos após o veredicto do Supremo Tribunal, sob a Lei de Poderes de Emergência.
Os Estados argumentam que Trump excedeu sua autoridade ao acionar nova base legal para os 10% de tarifas, ditadas logo após a decisão do tribunal superior. O processo será protocolado no Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, com sede em Nova York.
Entre os Estados demandantes estão Nova York, Califórnia e Oregon. Eles defendem que os aranceles, vigentes por 150 dias, não se enquadram na utilidade prevista pela Lei de Comércio de 1974, criada para emergências monetárias de curto prazo.
Base legal e objetivo da demanda
A ação aponta que os novos aranceles não respondem a déficits comerciais, mas a uma interpretação ampliada da Lei de Comércio de 1974. Panos de fundo indicam que o Tesouro sinalizou possível aumento de 10% para 15% até o fim da semana.
Trump anunciou os aranceles de 10% em 20 de fevereiro, após o Supremo ter derrubado parte das tarifas anteriores. O governo sustenta que a medida busca responder a pressões econômicas diversas, incluindo déficits e impactos no emprego.
Os EUA já impuseram também tarifas tradicionais sobre automóveis, aço e alumínio. Segundo os Estados, essas medidas são aplicadas de forma diferente das de emergência e permanecem menos impugnadas no campo jurídico.
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