- O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu ao presidente de Israel, Isaac Herzog, que conceda perdão a Benjamin Netanyahu, sob acusações de corrupção.
- Trump, em entrevista à emissora N12, disse que Herzog deve dar o perdão a Netanyahu hoje e que ele não deveria ter nada além da guerra com o Irã em mente.
- O gabinete de Herzog respondeu que, mesmo em tempo de guerra, ele não está tratando do pedido de perdão e que analisará o caso conforme a lei, o bem do estado e a sua consciência.
- A matéria ressalta que, sob a lei israelense, o presidente pode conceder perdão, mas não há precedente para um perdão no meio do julgamento e o processo pode ser lento.
- O texto aponta que Netanyahu enfrenta acusações em julgamento, e que o perdão exigiria avaliação legal sem indicar conclusão imediata.
Trump volta a pedir perdão de Netanyahu; diz que apenas a guerra com o Irã deve ocupar o premiê
JERUSALÉM, 5 de março (Reuters) — O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu novamente ao presidente de Israel, Isaac Herzog, que conceda clemência ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu por acusações de corrupção, afirmando que ele não deve ter nada que o perturbe além do conflito com o Irã.
Trump, ao falar com a emissora israelense N12, chamou Netanyahu de Bibi e disse que Herzog deve conceder o perdão hoje. Segundo ele, o tema deve ficar fora da mente do premiê para a guerra contra o Irã. O gabinete de Herzog informou que o líder seguirá a lei, avaliando o caso com base no interesse do estado, sua consciência e sem pressões.
Contexto legal e resposta oficial
Segundo a lei israelense, o presidente tem poder para conceder perdão, mas não há precedentes de uma decisão em pleno andamento de um julgamento. O processo de clemência pode ser lento, dependendo das circunstâncias do caso e da avaliação institucional.
O gabinete de Herzog acrescentou que Israel está em contexto de guerra, mas que a decisão sobre o perdão será tomada conforme a lei. O comunicado também ressaltou respeito à contribuição de Trump para a segurança de Israel e lembrou que o país é soberano e regido pela lei.
Entre na conversa da comunidade