- A National Capital Planning Commission realizou uma audiência pública on-line em 5 de março para votar o projeto de um salão de cerca de 400 milhões de dólares, com 22 mil pés quadrados, no local da East Wing demolida da Casa Branca; a votação final está prevista para abril.
- Milhares de comentários públicos foram apresentados e dezenas de pessoas testemunharam contra o projeto, citando o tamanho, o custo e o cronograma acelerado, além do impacto histórico do local.
- O arquiteto Shalom Baranes explicou a necessidade de espaço adicional para imprensa, segurança e áreas de atraso, destacando ajustes de layout, como a remoção de um frontão (pedimento) acima do portico sul.
- Críticos destacaram questões de simetria com a residência executiva e o West Wing, além de preocupações sobre preservar o caráter histórico do entorno e evitar que a obra se torne um símbolo de “glorificação” do poder.
- Houve defesa do projeto por membros da comissão, incluindo um representante do Departamento de Defesa, que afirmou que o salão ampliaria a presença da Casa Branca no cenário global e comparou o tamanho ao de palácios europeus, defendendo a necessidade de proporcionalidade com o conjunto.
A Comissão Nacional de Planejamento da Capital (NCPC) realizou na quinta-feira uma audiência pública sobre o projeto de um auditório de 2,000 metros quadrados, avaliado em 400 milhões de dólares, a ser construído no local da ala leste demolida da Casa Branca. O objetivo é entender impactos visuais, de mobilidade e de cronograma, antes da próxima votação.
A sessão durou várias horas e contou com participação de especialistas, historiadores e cidadãos. O comitê foca na visibilidade da nova ala a partir de diferentes pontos da Casa Branca, além de alterações de design, como a remoção de um frontão no portão sul.
O processo segue para uma votação final no mês de abril, após ter sido aprovado pela Comissão de Artes Finas na semana anterior. A NCPC adiantou que a decisão considerará também as milhares de manifestações recebidas.
Detalhes da discussão
- O arquiteto Shalom Baranes apresentou argumentos para o aumento de área para acomodar imprensa e segurança, além de facilitar saídas de emergência e a montagem de um palco temporário. A altura do espaço é um ponto de debate entre os membros.
- O comitê ouviu questionamentos sobre acessibilidade, dimensões do salão e o impacto estético da nova conexão com a Residência Executiva. A comissão indicou que ajustes visam maior mobilidade em situações críticas.
- O debate também abordou a historicidade do conjunto, com comparações a estruturas históricas e à ideia original de simetria entre edifícios adjacentes. O arquiteto destacou que a simetria inicial não foi mantida no desenho final.
Reações públicas e críticas
- Diversos representantes de preservação histórica e entidades civis manifestaram preocupações sobre o tamanho, custo e cronograma apressado, além do impacto no ambiente histórico do local.
- Críticos apontam que o novo espaço pode distorcer a proporção interior da Casa Branca e afetar o caráter histórico do conjunto. Defensores de uma abordagem histórica ressaltam a relevância de preservar o significado cívico do local.
- Organizações de watchdogs destacaram possíveis conflitos de interesse envolvendo doações privadas e contratos com o governo. A discussão pública envolve ainda questionamentos sobre ética e transparência.
Perspectiva institucional
- O clima da audiência incluiu apoio a expansão, com argumentos de que a ala aumentaria a capacidade de eventos oficiais e representaria o país em palcos globais. O debate manteve o foco em aspectos funcionais e de segurança.
- O presidente da comissão e assessores defenderam a necessidade de considerar as opiniões públicas ao longo do processo, enfatizando que as alterações seguirão dentro do âmbito da NCPC.
- O ritmo das deliberações segue a trilha regulatória: após a NCPC, o projeto passa por outras avaliações antes da construção, com a conclusão prevista para algum ponto de 2026, conforme prazos oficiais.
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