- Transferência de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para a Penitenciária Federal em Brasília ocorreu nesta sexta, por ordem do Supremo Tribunal Federal.
- O envio imediato foi autorizado pelo ministro André Mendonça, relator da Petição 15.556, para o sistema penitenciário federal.
- Vorcaro foi preso na quarta-feira (4), em São Paulo, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, e passou a responder ao processo.
- A PF sustenta que manter o investigado em presídio estadual traz risco à apuração, devido à suposta capacidade de articulação dele com setores do poder público e do meio empresarial.
- A investigação aponta para um esquema bilionário envolvendo títulos de crédito falsos, com foco no Banco Master, e permanece sob supervisão do STF.
A Polícia Federal transferiu nesta sexta-feira (6) o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para a Penitenciária Federal de Brasília. A decisão foi tomada pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da investigação sobre um suposto esquema bilionário de títulos de crédito falsos.
Vorcaro havia sido preso na quarta-feira (4), em São Paulo, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A transferência para o sistema penitenciário federal ocorreu dois dias depois.
A ordem partiu do ministro André Mendonça, que autorizou o envio imediato do banqueiro para um presídio federal, considerado de segurança máxima. O ministro assumiu a relatoria do caso após a renúncia de Dias Toffoli.
Segundo relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo, a medida foi tomada para proteger a investigação. Os investigadores avaliam que Vorcaro teria capacidade de articulação em setores do poder público e do mercado financeiro, o que poderia interferir na coleta de provas ou no cumprimento de decisões judiciais caso permanecesse em um presídio estadual.
A PF também citou questões de segurança. O sistema penitenciário federal permite controle mais rígido da movimentação de presos e monitoramento permanente.
Operação Compliance Zero
A investigação apura fraudes financeiras ligadas à venda de títulos de crédito considerados falsos, que teriam movimentado bilhões de reais no sistema financeiro. O Banco Master aparece no centro das suspeitas.
O caso segue sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, que acompanha os desdobramentos da apuração.
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