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Moraes vota para tornar Malafaia réu por ofensa a comandante do Exército

Ministro Alexandre de Moraes vota pelo recebimento de denúncia contra Silas Malafaia por injúria e calúnia contra o comandante do Exército

PGR utilizou menção ao Exército para argumentar que comandante foi chamado de "frouxo".
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  • O ministro Alexandre de Moraes votou pelo recebimento da denúncia contra o pastor Silas Malafaia por injúria e calúnia contra o atual comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, ocorrida em abril de 2025 na Avenida Paulista.
  • O trecho em que Malafaia chamou generais de quatro estrelas de “frouxos” e “covardes” motivou Paiva a acionar a Procuradoria-Geral da República.
  • A defesa argumentou que Malafaia não tem foro privilegiado e não deveria ser julgado no STF; Moraes, porém, viu conexão com o inquérito das fake news.
  • O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma, com os ministros Flávio Dino, Carmen Lúcia e Cristiano Zanin para apresentar votos até a próxima sexta-feira (13).
  • Se a denúncia for recebida, inicia-se a instrução, com provas e depoimentos, antes do julgamento de mérito; a sustentação oral é enviada por vídeo no formato virtual.

O ministro do STF Alexandre de Moraes votou nesta sexta-feira, 6 de março de 2026, pela aceitação da denúncia contra o pastor Silas Malafaia por injúria e calúnia contra o atual comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva. A decisão ocorreu no plenário virtual da Primeira Turma.

O episódio que motivou o processo ocorreu durante um ato político na Avenida Paulista, em abril de 2025. Em tom crítico, Malafaia questionou os oficiais do Alto Comando e chamou de frouxos, conforme o registro do caso. Paiva acionou a Procuradoria-Geral da República, que ofereceu a denúncia.

A defesa de Malafaia argumenta que o religioso não possui foro no STF para ser julgado ali. Moraes ressaltou a conexão entre o caso e o inquérito das fake news, e considerou que há justa causa para o prosseguimento do feito, afastando a alegação de ausência de fatos mínimos.

No âmbito do julgamento, que corre em plenário virtual, os colegas Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin têm prazo até a próxima sexta-feira, 13 de março, para apresentarem seus votos. Durante a sessão, não há sustentação oral presencial; a defesa envia as manifestações por meio de vídeo.

Caso a denúncia seja recebida, o processo avança para a fase de instrução, com produção de provas, depoimentos e contestações. Somente após essa etapa o tribunal poderá julgar o mérito, definindo eventual condenação ou absolvição.

Andamento do processo

A PGR fundamentou a denúncia com base na suposta ofensa ao comandante Paiva durante o ato público. A defesa sustenta que Malafaia não deveria ser julgado no STF devido à falta de foro. A decisão final dependerá dos votos dos demais ministros da Turma.

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