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PF nega manipulação de dados em investigação da Operação Compliance Zero

PF afirma não editar nem manipular conversas da Operação Compliance Zero e requer apuração de vazamento de informações sigilosas

Polícia Federal reafirma que atua em todas as suas investigações seguindo rigorosos padrões de segurança. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
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  • A Polícia Federal afirmou que não manipulou nem selecionou conversas apreendidas na Operação Compliance Zero e pediu a abertura de apuração sobre o vazamento de informações sigilosas.
  • A PF disse seguir padrões rigorosos de segurança no tratamento de informações, respeitando privacidade e intimidade; afirmou que nenhum relatório continha dados não relevantes.
  • A corporação negou qualquer edição ou manipulação de mensagens e disse que não edita conversas para evitar violar o contraditório e a ampla defesa.
  • Os materiais ficaram sob custódia desde novembro de 2025 e foram encaminhados à Procuradoria-Geral da República em janeiro de 2026; a defesa passou a ter acesso integral às informações conforme decisão do relator.
  • Parte dos dados foi enviada à CPMI do INSS; o ministro André Mendonça determinou a abertura de um inquérito para apurar o vazamento de informações sigilosas.

A Polícia Federal (PF) negou, nesta sexta-feira (6), ter manipulado ou selecionado conversas obtidas em aparelhos apreendidos na Operação Compliance Zero. A PF também solicitou a abertura de investigação para apurar o vazamento de informações sigilosas do caso, segundo nota oficial.

A instituição reforçou que trabalha com padrões rígidos de segurança no tratamento de dados e na proteção dos direitos fundamentais, incluindo privacidade e intimidade dos investigados. A PF afirmou ainda que nenhum relatório ou representação continha informações irrelevantes à instrução das investigações.

A PF informou que não edita nem manipula mensagens extraídas de celulares ou de outros dispositivos apreendidos, destacando que esse procedimento contraria a prática da corporação para evitar violação do contraditório e da ampla defesa.

Materiais apreendidos estão sob custódia da PF desde novembro de 2025 e foram encaminhados à Procuradoria-Geral da República (PGR) em janeiro de 2026. A defesa dos investigados passou, posteriormente, a ter acesso integral aos dados reunidos na investigação.

Parte dos dados também foi enviada à CPMI do INSS, por determinação do relator do caso, por estarem relacionados aos objetivos da comissão parlamentar.

A PF informou, ainda, que, por orientação do diretor-geral, apresentou ao ministro relator um pedido formal para iniciar apuração sobre a divulgação indevida de informações sigilosas. O objetivo é identificar a origem do vazamento de dados da operação.

O ministro André Mendonça determinou a abertura de um inquérito policial para apurar o incidente, segundo informações oficiais divulgadas na sexta-feira.

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