- O ministro Dias Toffoli negou ter tido acesso aos dados da PF obtidos no celular de Daniel Vorcaro durante a relatoria do caso Master, afirmando que até a sua saída não havia material encaminhado ao STF; a última decisão dele, em 12 de janeiro de 2026, determinou o envio do material.
- O material apreendido levou à deflagração da terceira fase da Operação Compliance Zero, com a prisão preventiva de Vorcaro e mais três aliados.
- As mensagens indicavam tentativa de atrapalhar as investigações e mostram possível acesso a sistemas sigilosos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de organizações internacionais como a Interpol; há também menção a uma relação entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
- Em 2026, Toffoli impôs sigilo máximo ao processo e determinou o envio direto do material à sede do STF; depois houve recuo e autorização de acesso à PF, com designação de agentes para acompanhar a perícia.
- Após a saída de Toffoli da relatoria, André Mendonça passou a ser o novo relator; Toffoli ainda pode votar em sessões relacionadas à investigação.
Dias Toffoli, ministro do STF, afirmou nesta sexta-feira que não teve acesso aos dados extraídos pela PF do celular do banqueiro Daniel Vorcaro durante sua relatoria do caso Master. O depoimento foi feito ao jornal, com base em informações oficiais do tribunal.
O ministro explicou que, até a data em que deixou a relatoria, nenhum material havia sido encaminhado ao STF. Ele lembrou que sua última decisão, em 12 de janeiro de 2026, determinou que a PF encaminhasse o material ao atrop rada Corte.
O material identificado pela PF deu origem à 3ª fase da Operação Compliance Zero, com a prisão preventiva de Vorcaro e mais três aliados. As mensagens indicam tentativas de atrapalhar as investigações.
As mensagens indicaram possível acesso indevido a sistemas sigilosos da PF, do MPF e de órgãos internacionais, como a Interpol. Também há menção de uma relação entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
Contexto do caso Master
Segundo reportagens, algumas horas antes da primeira prisão, Vorcaro teria enviado mensagens para Moraes com questionamentos sobre bloqueios. A operação e a condução do caso provocaram críticas ao Supremo.
Toffoli deixou a relatoria em fevereiro de 2026, em meio a uma crise de credibilidade. A decisão foi anunciada por nota dos dez ministros após reunião de mais de quatro horas.
A condução do caso já havia gerado controvérsia desde o início, com decisões sobre sigilo máximo e sobre o envio imediato de provas para o STF. Posteriormente, houve recuo e novas orientações à PF para acesso aos documentos.
André Mendonça foi sorteado como novo relator. Como integrante da Segunda Turma, seus votos e decisões devem contar com o possível envolvimento de Toffoli em recursos.
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