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Definição de candidatos à eleição de 2026 no Rio depende de Justiça e polícia

Definição de candidatos no Rio depende de decisões da Justiça Eleitoral e da Polícia, com possível dupla eleição para governador até 15 de agosto

Cláudio Castro vai deixar o cargo para concorrer ao Senado e Rio terá duas eleições para governador (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)
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  • A definição de candidaturas a governador e senador no Rio depende de decisões da Justiça Eleitoral e de investigações da polícia, com data-limite para registro em 15 de agosto.
  • O governador Cláudio Castro não pode concorrer à reeleição e mira o Senado; ele precisa deixar o cargo até abril, em meio à ausência de vice-governador desde maio de 2025.
  • A chapa do PL já tem Douglas Ruas disputando o governo (com Rogério Lisboa como vice); Castro disputa o Senado ao lado de Márcio Canella, enquanto Felipe Curi era cogitado para o governo.
  • Há divergência sobre quem seria o governador tampão: Flávio Bolsonaro quer Ruas; Castro defende Nicolla Miccione, com a possibilidade de disputa judicial para alterar as regras de desincompatibilização.
  • A oposição de Paes (PSD) já definiu Jane Reis como vice; para o Senado, Benedita da Silva (PT) está confirmada, e a outra vaga ainda não está definida.

O Rio de Janeiro vive um momento decisivo para as candidaturas de 2026, com decisões da Justiça Eleitoral e ações policiais em jogo. As duas principais frentes já anunciaram seus nomes, mas alterações ainda podem ocorrer até o registro das candidaturas, em agosto.

Cláudio Castro, atual governador, é alvo de discussão sobre elegibilidade e compõe a base direita. Em 2018, ele foi vice-governador na chapa de Wilson Witzel. Neste ano, quer concorrer ao Senado, o que exigiria desincompatibilização até abril. A ausência de vice aumenta a complexidade do cenário.

A eleição indireta para o cargo tampão também está na mira de disputas judiciais. Sem vice desde maio de 2025, o governo pode ter sessão de poder com um substituto até a composição de um novo chefe do Executivo, sob regras que variam conforme o entendimento legal vigente.

Chapa da direita

No dia 24, Castro participou de reunião com Flávio Bolsonaro e confirmou Douglas Ruas como candidato a governador pelo PL. Ruas, de 34 anos, é deputado estadual eleito em 2022 e filho do prefeito Nelson Ruas, de São Gonçalo. Ruas já foi indicado para fortalecer a pasta de segurança pública.

Outra opção para governador, o delegado Felipe Curi, ganhou notoriedade após operação policial de grande repercussão. Estrategistas do PL definiram Ruas como o melhor potencial eleitoral, mantendo Curi como provável candidato a deputado federal e coordenador da área de segurança.

A chapa já tem vice definida: Rogério Lisboa, ex-prefeito de Nova Iguaçu, representa o PP. Os candidatos ao Senado da frente são Cláudio Castro e Márcio Canella, atual prefeito de Belford Roxo, filiado ao União Brasil.

Divergências internas sobre o tampão

Há divergência entre Flávio Bolsonaro e Castro sobre o governador tampão. Flávio apoia Ruas na eleição indireta, enquanto Castro defende apoiar Nicolla Miccione, atual secretário da Casa Civil, no pleito indireto. O tema pode levar a ações legais caso haja mudança regulatória recente na Alerj.

A lei que regula a eleição indireta reduziu o prazo de desincompatibilização para 24 horas, o que deixa espaço para contestações sobre a validade do período de 180 dias. Caso a Justiça exija o prazo anterior, Ruas e Miccione ficariam impedidos de concorrer.

Paes e a oposição

A principal oposição é liderada por Eduardo Paes, prefeito do Rio, que anunciou candidatura ao governo. Paes busca equilíbrio entre cidade e interior, formando aliança com a família Reis de Duque de Caxias. A vice será Jane Reis, irmã de Washington Reis.

Na chapa de Paes, uma vaga ao Senado está reservada para Benedita da Silva, do PT. O segundo nome ainda não foi definido, mas a aliança mira fortalecer força na região metropolitana e no interior.

Outras pendências e cenários

Cláudio Castro pode enfrentar inelegibilidade, relacionado ao chamado Ceperj. O caso envolve suposto uso da estrutura pública para favorecer aliados. O tribunal superior ainda analisa a questão, com desdobramentos possíveis até as eleições.

Além disso, o deputado Rodrigo Bacellar, da União Brasil, tem investigação da Polícia Federal por suposto vazamento de informações a organizações criminosas. Ele já teve medidas cautelares, como o uso de tornozeleira, e pode impactar o apoio político no estado.

Wilson Witzel, ex-governador afastado, e Anthony Garotinho, entre outros nomes, aparecem como possibilidades na dinâmica partidária, com rumores sobre filiações e novas composições. A situação deve seguir com desdobramentos judiciais e políticos até o período de registro.

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