- Guiné dissolveu quarenta partidos políticos, incluindo os três maiores da oposição, por decreto emitido na noite de sexta-feira, 6.
- A medida vale pela alegação de que as siglas não cumpriam obrigações e acarreta a perda do status jurídico e o bloqueio de bens.
- Entre os atingidos estão a União das Forças Democráticas da Guiné (UFDG), liderada por Cellou Dalein Diallo; a Reunião do Povo da Guiné (RPG), do ex-presidente Alpha Condé; e a União das Forças Republicanas (UFR).
- O presidente Mamady Doumbouya chegou ao poder após golpe de Estado em 2021 e governa o país com restrições a liberdades e protestos, com oposição perseguidamente.
- Movimentos da sociedade civil condenaram a decisão, classificando-a como ditatorial.
A Guiné dissolveu 40 partidos políticos, incluindo os três principais da oposição, por decreto divulgado na noite de sexta-feira, 6, sob a gestão de Mamady Doumbouya. A medida retira o status jurídico das legendas e congela seus bens.
Doumbouya chegou ao poder após um golpe de Estado em 2021 e foi eleito presidente no fim de dezembro, com a maior parte dos líderes oposicionistas excluídos do pleito. O governo mantém controle rígido sobre as liberdades, incluindo a proibição de protestos.
Desde então, opositores foram presos, julgados ou forçados ao exílio, com denúncias de desaparecimentos forçados. A dissolução foi anunciada pelo ministro da Administração Territorial e Descentralização, que afirmou que as legendas não cumpriam obrigações legais.
Reações e Desdobramentos
Partidos e movimentos da sociedade civil condenaram a decisão, classificando-a como ditatorial. Entre os afetados estão a União das Forças Democráticas da Guiné (UFDG), de Cellou Dalein Diallo; a Reunião do Povo da Guiné (RPG), do ex-presidente Alpha Condé; e a União das Forças Republicanas (UFR), todos com perda imediata de status legal.
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