- O PSOL aprovou apoiar a reeleição de Lula desde o primeiro turno e renovar a Federação com a Rede Sustentabilidade por quatro anos, sem fechar com o PT.
- A decisão ocorreu em reunião virtual do diretório nacional em 7 de março, com 47 votos contrários e 15 favoráveis à federação com o PT.
- A federação com a Rede é considerada instrumento para avançar na cláusula de barreira e ampliar bancadas federais e estaduais, mantendo autonomia política.
- A votação representa derrota para o grupo ligado a Guilherme Boulos, que defendia a federação com o PT.
- Integrantes contrários destacam possíveis desafios de manter o PSOL unido sem uma federação e a possibilidade de a Rede se desintegrar do acordo ainda neste ano.
O diretório nacional do PSOL aprovou, neste sábado, resoluções que sinalizam apoio à reeleição do presidente Lula desde o primeiro turno das eleições presidencial, ao mesmo tempo em que recusam a federação com o PT. A decisão foi tomada em reunião virtual.
A medida fortalece a linha de enfrentamento à extrema-direita e busca manter a unidade entre setores populares em nível nacional. A votação ocorreu durante a reunião do diretório, com decisão tomada após debates sobre a composição das alianças para 2026.
Federação PSOL-Rede é mantida; federação com o PT é rejeitada
O PSOL renovou, por mais quatro anos, a federação com a Rede Sustentabilidade, visto como instrumento para ampliar bancadas e superar a cláusula de barreira. A avaliação é de que diálogo e unidade fortalecem a esquerda em um cenário adverso.
A votação sobre a federação com o PT recebeu 47 votos contrários e 15 favoráveis, segundo a nota divulgada pela direção. O posicionamento mantém as divergências internas sobre a aliança com o PT, quase 22 anos após a dissidência que originou o PSOL.
Contexto e desdobramentos
A decisão evidencia o desafio interno do PSOL, com o setor ligado a Guilherme Boulos buscando ampliar possibilidades de fusão com o PT. Integrantes contrários reconhecem obstáculos, mas também destacam a possibilidade de crescimento de parlamentares do partido e a chance de atrair nomes relevantes em 2026.
A cláusula de barreira permite acesso ao Fundo Partidário e determina tempo de propaganda. Em 2026, exige desempenho mínimo em nove estados ou eleição de 13 deputados federais em pelo menos nove estados. No atual cenário, a federação com a Rede já soma 11 deputados do PSOL e quatro da Rede.
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