- Matteo Renzi, ex-primeiro ministro italiano, defende ações contra o Irã e afirma que a destruição dos ayatolás pode contribuir para a paz no Oriente Médio, citando a libertação das mulheres iranianas como objetivo.
- Em debate no Senado sobre o papel da Itália no ataque a Irã, Renzi critica Giorgia Meloni por silêncio e posição dúbia, e mantém apoio às bases dos Estados Unidos, mesmo com críticas a Donald Trump.
- Renzi sustenta que o direito internacional deve valer sempre, critica a neutralidade diante de ataques a Chipre e defende a aplicação do direito internacional a todos os países, incluindo Maduro.
- O ex-primeiro ministro destaca reformas em países do Golfo, vê Irã como núcleo do terrorismo e acredita que destruir focos de terrorismo pode favorecer Gaza e a paz regional.
- Questionado sobre a relação com a política externa italiana, Renzi critica Tajani e elogia o avanço de reformas nos países do Golfo, defendendo que mudanças nesse sentido seriam positivas também para Irã.
Matteo Renzi, ex-primeiro ministro da Itália e líder do partido Italia Viva, expressa posição contrária à linha de reforço diplomático de outros países. Em meio ao debate sobre o papel de Itália no ataque a Irã, ele defende abertura para as mulheres iranianas e critica a gestão do governo italiano.
Para Renzi, o ataque a Irã seria justificável apenas para evitar danos maiores, especialmente se houver impacto sobre as mulheres iranianas. Ele afirma que não tem simpatia por Trump, mas prefere apoiar ações que promovam liberdades mulheres no Irã, mesmo diante de divergências com Washington.
O debate na Itália ecoa o que ocorre em outros países. Enquanto o governo Meloni tem mantido silêncio e depois se afastado de uma posição firme, a oposição de centro-esquerda celebra o alinhamento da Espanha com uma linha de atuação similar. Renzi diverge, defendendo uma postura mais clara.
Segundo o ex-primeiro ministro, não se pode ignorar ataques a Chipre e à Europa. Ele afirma que a defesa de Chipre não deve justificar ações contra o Irã, e critica a ideia de neutralidade frente a agressões que afetam a região. Mantém, porém, a crítica a políticas de Washington.
Renzi descreve a situação regional como um ponto de inflexão. Defende que, mesmo discordando de Trump em muitos aspectos, é preciso nivelar o que ocorre entre Irã, Hezbolá e ataques ao Golfo. Acredita que há espaço para uma via diplomática que inclua reformas no Irã.
Em relação ao direito internacional, o ex-primeiro ministro sustenta que ele vale sempre. Reforça que não se pode aplicar regras de forma seletiva entre países. Observa que o Irã é hoje visto como polo de conflitos, mas ressalta que a extração de soluções passa por reformas internas reformistas no país.
Renzi comenta também sobre o Golfo: aponta avanços de reformas em Arábia Saudita, Catar e Emirados, contrastando com o regime iraniano. A seu ver, o envolvimento de líderes reformistas no Golfo favorece liberdades, desde que não haja retrocesso nos direitos das mulheres.
Sobre a intervenção ocidental, o ex-primeiro ministro reconhece riscos e frustrações com ações passadas. Em 2016 ele liderou uma comissão italiana para buscar diálogo com o Irã, embora reconheça que o diálogo falhou. Hoje vê uma janela de oportunidade para avanços que promovam a paz.
No campo estratégico, Renzi afirma que manter as bases norte-americanas na região continua sendo uma opção viável para a Itália. Reitera que não apoia o extremismo, nem o desrespeito aos direitos humanos, defendendo um equilíbrio entre segurança e liberdades civis.
O político encerra apontando que a guerra não é desejável, mas que enfrentar o extremismo exige decisões difíceis. Enfatiza que alcançar avanços para as mulheres iranianas e para a estabilidade regional exige uma liderança clara e responsável, sem idealizações.
Entre na conversa da comunidade