- Dois homens, Emir Balat (18) e Ibrahim Kayumi (19), viajaram da Pensilvânia para Manhattan com dispositivos explosivos caseiros para uma manifestação anti‑islâmica em frente à Gracie Mansion, casa do prefeito de Nova York.
- Eles teriam dito às autoridades que foram inspirados pela Organização Estado Islâmico; Balat afirmou que queria um ataque até maior que o atentado de Boston em 2013.
- Na segunda-feira, ambos foram acusados federalmente de cinco crimes relacionados ao terrorismo, incluindo uso de arma de destruição em massa e apoio a organização terrorista designada, além de crimes envolvendo explosivos.
- Um terceiro homem, Ian McGinnis, foi preso no estado e enfrenta acusações por spray de pimenta contra manifestantes contrários ao comício.
- Não houve feridos; a polícia interceptou os dispositivos improvisados e a investigação não indicou ligação com o conflito entre EUA, Israel e Irã naquele fim de semana.
Dois homens foram acusados de terrorismo federal após acenderem bombas caseiras durante um protesto anti-Islamismo em frente à mansão do prefeito de Nova York, Gracie Mansion. Balat, de 18 anos, e Kayumi, de 19, viajaram da Pensilvânia para Manhattan no fim de semana anterior, levando dispositivos explosivos improvisados. O incidente ocorreu durante a manifestação contra o prefeito Zohran Mamdani, o primeiro muçulmano a ocupar o cargo na cidade.
Os investigadores dizem que Balat acendeu uma IED pequena e a atirou contra os manifestantes, antes de acender um segundo dispositivo repassado por Kayumi. Polícias interceptaram as sementes fumegantes, frascos com parafusos e a substância explosiva TATP, sem que ninguém tenha se ferido. Ambos foram presos pela polícia logo após o ataque.
Os suspeitos declararam, segundo o criminal complaint, que foram inspirados pelo Estado Islâmico. Balat afirmou ter em mente um ataque maior que o atentado de Boston em 2013; Kayumi afirmou ter assistido a vídeos do grupo. Balat e Kayumi enfrentam cinco acusações federais, incluindo uso de arma de destruição em massa e apoio a uma organização terrorista.
Mamdani condenou a violência em frente à residência oficial. Ele afirmou que a cidade não tolerará ataques, embora tenha defendido o direito de protestar desde que seja pacífico. Um terceiro homem, Ian McGinnis, foi preso sob acusações de spray de pimenta contra opositores da manifestação, respondendo a seis acusações.
Policiais ressaltaram que este foi o primeiro uso de bomba caseira em Nova York em quase uma década. Em 2017, Akayed Ullah lançou uma bomba caseira perto da Times Square, ferindo apenas a si mesmo. As autoridades não associaram o ataque ao conflito entre EUA e Irã, naquele momento.
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