- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avisou que deixará o cargo na próxima semana e deve disputar o governo de São Paulo neste ano.
- A decisão foi confirmada pela CartaCapital, com relatos de três fontes próximas ao ministro.
- Haddad seria o nome natural da oposição a Tarcísio de Freitas no estado, e sua ida ao pleito é vista como estratégia para equilibrar a disputa nacional de Lula.
- Apesar de resistir, Haddad passou a considerar a candidatura após conversa no Palácio da Alvorada com o presidente Lula, conforme relatos.
- Há expectativa sobre o vice na chapa: o perfil buscado é de centro, com trânsito no setor empresarial, para ampliar alianças; há ainda especulações sobre as candidaturas ao Senado de Marina Silva e Simone Tebet.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avisou a integrantes do PT que deixará o cargo na próxima semana e deve disputar o governo de São Paulo neste ano. A informação foi adiantada pelo jornal O Globo e confirmada ao CartaCapital por três fontes próximas ao ministro.
Haddad era visto como nome natural para enfrentar Tarcísio de Freitas (Republicanos). Entretanto, inicialmente resistia à candidatura, preferindo coordenar a reeleição de Lula. Recentemente, passou a considerar a hipótese de concorrer ao Palácio dos Bandeirantes.
Segundo relatos, uma conversa entre Haddad e Lula no Palácio da Alvorada, na semana passada, foi determinante para a mudança de posicionamento. A preocupação de Lula era manter um palanque forte no maior colégio eleitoral do país.
Cenário da candidatura
A aposta de aliados é que a presença de Haddad em SP fortaleça a disputa nacional. Em pesquisa Datafolha divulgada neste fim de semana, Haddad aparece com 31% das menções, contra 41% de Tarcísio, o que sustenta o papel estratégico da candidatura.
A montagem da chapa depende, entre outros pontos, da definição do vice. O perfil buscado é de centro, com trânsito no setor empresarial, para ampliar alianças e o arco de apoio. Haddad ainda não definiu o timing de anúncio formal.
Entre os nomes que compõem o eventual palanque, as ministras Marina Silva (Meio Ambiente) e Simone Tebet (Planejamento) devem concorrer ao Senado. Mudanças partidárias são esperadas para isso, com Marina migrando da Rede para o PT e Tebet avaliando filiar-se ao PSB. Limites de edital eleitoral também influem na composição.
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