- A janela partidária, que vai de 6 de outubro até 3 de abril, permite troca de legenda sem perda de mandato e já movimenta a Câmara.
- O PL confirmou cinco novas filiações na abertura, elevando a bancada de 87 para 92 deputados e com expectativa de passar de 100 nomes até o fim do período.
- Também há expectativa de crescimento no Centrão: Podemos, PSD e Republicanos trabalham para ampliar suas bancadas.
- O MDB passou a receber novos nomes, com as filiações de Saullo Vianna e Adail Filho, ambos AM.
- União Brasil enfrenta pressão por saídas, com Danilo Forte já deixando o partido e outras avaliações em curso; PDT e PSOL monitoram possíveis perdas, além de movimentos de deputados para outras siglas.
A janela partidária já movimenta os bastidores da Câmara dos Deputados e pode provocar mudanças no tamanho das bancadas antes das eleições de outubro. O período vai de sexta-feira, 6, até 3 de abril, e permite a troca de partido sem perda do mandato.
Deputados avaliam acesso ao fundo eleitoral, estrutura partidária e alianças regionais ao decidir pela mudança. Dirigentes de legendas tentam atrair novos quadros e segurar possíveis debandadas que possam reduzir a força das bancadas.
O que está em jogo
A expectativa é de rearranjos expressivos na composição da Câmara, com impactos nas votações e no equilíbrio entre as forças políticas. A janela costuma trazer movimentos relevantes já neste primeiro momento do ciclo eleitoral.
Quem ganha
O PL, hoje a maior bancada, confirmou a filiação de cinco deputados: Carla Dickson (RN), Sargento Fahur (PR), Nicoletti (RR), Padovani (PR) e Reinhold Stephanes (PR). A adesão eleva a bancada do PL de 87 para 92, com potencial de superar 100 nomes.
O Centrão também deve ganhar com mudanças. O Podemos, sob Renata Abreu (SP), mira deputados que buscam mudança de legenda. O PSD, comandado por Gilberto Kassab, e o Republicanos, presidido por Marcos Pereira, estudam ampliar suas bancadas.
O MDB também aumenta a lista de filiados, ao registrar Saullo Vianna (AM), que estava no União Brasil, e Adail Filho (AM), que deixou o Republicanos.
Quem perde
O União Brasil enfrenta maior pressão, com a desfiliação de Danilo Forte (CE) gerando preocupações sobre novas perdas no Ceará. No plano nacional, deputados avaliam deixar a sigla, com nomes como Coronel Assis (MT), Eduardo Velloso (AC), Felipe Francischini (PR), Padovani (PR) e Mendonça Filho (PE) entre os cotados para consultar outras legendas.
A liderança do União Brasil, Pedro Lucas Fernandes (MA), afirma trabalhar para reverter a tendência e atrair novos filiados. Outros partidos menores acompanham com apreensão a janela. No PDT, teme-se perda de parte da bancada de 16 deputados, com citados Robério Monteiro (CE), Leo Prates (BA) e Flávia Morais (GO).
O PSOL monitora o cenário, especialmente diante da decisão sobre federação com o PT, que pode levar Luciene Cavalcante (SP) e Erika Hilton (SP) a deixar a sigla. Vinícius Carvalho (SP) anunciou saída do Republicanos para o PL.
Movimentações adicionais
Lucas Redecker (RS) avalia a saída do PSDB em direção ao PSD, enquanto Túlio Gadelha (PE) deve migrar da Rede para o PDT. O deputado Vinícius Carvalho já confirmou a migração para o PL, fortalecendo a composição da nova bancada.
A janela costuma provocar mudanças significativas na Câmara. Em 2022, aproximadamente 120 deputados trocaram de partido durante o período, movimento que costuma impactar votações e alianças para o próximo mandato.
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