- Propostas do governo permitem que projetos considerados estratégicos, como infraestrutura de IA, hubs de carregamento de veículos elétricos e indústrias, pulem a fila de conexão à rede elétrica.
- A Federação das Construtoras de Moradias (HBF) alertou que não priorizar ligações para habitação equivaleria a um “moratório” de novas casas.
- Na primeira metade de 2025, a fila para suprimento de energia subiu 460%, impulsionada principalmente por data centers, com alguns projetos enfrentando espera de anos.
- A Ofgem já advertiu que alguns projetos na fila são apenas especulativos e, mesmo com conexão garantida, podem não ter financiamento, licença ou terras suficientes para sair do papel.
- Atualmente, há cerca de 500 data centers no país, que respondem por cerca de 2% do consumo de energia; a demanda pode crescer até seis vezes até 2050, segundo o operador da rede.
Artificial intelligence (AI) data centers podem ter prioridade de acesso à rede elétrica sob propostas do governo para reduzir o aumento da demanda de energia. Atualmente, toda a nova infraestrutura precisa entrar em uma fila virtual para conseguir ligação elétrica.
Na primeira metade de 2025, a fila cresceu 460%, impulsionada pela demanda de centros de dados intensivos em energia, o que pode resultar em atrasos de anos para muitos projetos. As medidas visam acelerar ligações para projetos com maior potencial econômico.
Entre as propostas, projetos que prometem maior crescimento econômico e criação de empregos poderiam avançar na fila. A ideia é priorizar infraestrutura estratégica para impulsionar o desenvolvimento local.
A Federação das Empresas da Construção (HBF) alerta que não incluir habitação na prioridade equivaleria a um moratório efetivo de novas casas, em meio à crise habitacional. Mesmo com o foco em energia, a demanda por moradias continua alta.
Ofgem já indicou, em novembro, que a fila para fornecimento de energia superou previsões, principalmente pela expansão de data centers de IA. Também apontou que alguns projetos na fila são meramente especulativos sem financiamento ou licenças suficientes.
O governo pretende abordar o problema com um júri de prioridades, facilitando a passagem de projetos que gerem mais empregos e crescimento econômico. A consultoria deve definir critérios para reconhecer a relevância estratégica.
Paralelamente, Ofgem planeja aperfeiçoar as regras de entrada na fila, para torná-la mais eficaz e evitar distorções entre projetos de diferentes setores. O objetivo é melhorar a previsibilidade do acesso à rede.
Segundo o Ministério da IA, as reformas visam permitir o avanço rápido de centros de dados, hubs de carregamento de veículos elétrônicos e indústrias que migrarão de combustíveis fósseis para eletricidade, contribuindo para o crescimento econômico.
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