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Relator da PEC do fim da escala 6×1 alerta sobre risco ao emprego

Relator alerta que nova jornada pode reduzir empregos se não houver salvaguardas, ao discutir fim da escala 6x1 na Câmara

Relator da PEC que acaba com a escala 6X1, Paulo Azi (UNIÃO-BA). (Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados)
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  • A CCJ da Câmara inicia nesta terça-feira (10) o debate sobre a PEC que pode alterar a jornada semanal de trabalho e acabar com a escala 6×1.
  • O relator, deputado Paulo Azi, alerta para o risco de impacto no nível de empregos caso a redução da jornada gere custos ou perda de postos.
  • A audiência pública terá a participação do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que apresentará a posição oficial do governo.
  • Setores com maior peso de mão de obra, como microempresas, comércio varejista, bares, restaurantes, eventos e serviços, podem sofrer maior impacto.
  • A vitória da PEC depende de consenso político na Câmara; a aprovação depende de apoios obtidos nas audiências e em diálogos com governo, setor produtivo e trabalhadores.

A CCJ da Câmara dos Deputados deu início, nesta terça-feira (10), ao debate sobre a PEC que pode mudar a jornada de trabalho no Brasil e extinguir a escala 6×1. O relator da proposta é o deputado Paulo Azi (União-BA). Ele destacou que a discussão precisa avaliar o risco de impacto no emprego.

A avaliação do relator é de que reduzir a carga horária pode melhorar a qualidade de vida, mas não deve levar à perda de postos de trabalho nem elevar demais os custos para as empresas. Ele afirmou, em entrevista ao Correio Braziliense, que é possível ter mais tempo livre sem reduzir salários e sem prejudicar setores sensíveis.

A audiência pública desta terça contará com a participação do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que apresentará a posição oficial do governo sobre a PEC. A presença do ministro marca o alinhamento entre o governo e o esforço para entender impactos setoriais.

Impacto em setores com grande uso de mão de obra

Paulo Azi enfatizou que o desafio principal é equilibrar melhoria das condições de trabalho com a preservação dos empregos. Ele afirmou que a análise deve ser responsável para evitar efeitos negativos na economia, especialmente no emprego.

Segundo o relator, certos setores podem sentir mais o efeito da mudança. Microempresas, comércio varejista, bares, restaurantes, eventos e o setor de serviços aparecem entre os mais impactados, pois a mão de obra representa parcela relevante dos custos.

Toda atividade com peso significativo de mão de obra tende a ter maior efeito, segundo o parlamentar. O tema depende de apoio político obtido ao longo das audiências públicas e dos debates com governo, setor produtivo e trabalhadores.

Caminho para a votação

Paulo Azi disse que o avanço da PEC depende de construir consenso na Câmara. A definição de pauta no plenário cabe ao presidente da Casa, Hugo Motta, em articulação com líderes partidários. O relator afirmou a necessidade de demonstrar apoio ou dificuldades para avaliar a viabilidade de levar o tema ao plenário.

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