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TSE retoma julgamento de cassação de Castro com base em reportagens do UOL

TSE retoma julgamento que pode cassar Castro por suposto esquema de cargos secretos, com reflexos no comando do Rio e eventual mandato-tampão no estado

Governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL)
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  • O TSE retoma hoje, às 19h, o julgamento sobre cassação da chapa de Cláudio Castro (PL) no Rio de Janeiro, baseado em reportagens do UOL sobre cargos secretos.
  • O pedido de vista interrompeu o processo em novembro, quando a ministra relatora Isabel Galotti votou pela condenação e o ministro Antonio Carlos Ferreira pediu mais tempo para análise.
  • A ação acusa Castro de abuso de poder político e econômico; há outros doze réus, incluindo o deputado Rodrigo Bacellar e o ex-vice-governador Thiago Pampolha.
  • O esquema envolveu contratações sem transparência no Ceperj e na Uerj, com milhares de servidores utilizados para fins políticos e pagamentos em dinheiro.
  • O TRE RJ já havia absolvido Castro e demais réus em maio de 2024; o Ministério Público Eleitoral recorreu ao TSE e o julgamento pode resultar em novas eleições indiretas caso haja condenação.

O Tribunal Superior Eleitoral retoma hoje, às 19h, o julgamento que pode cassar a chapa que venceu as eleições de 2022 no Rio de Janeiro. A ação envolve acusações de abuso de poder político e econômico, com base em reportagens do UOL sobre cargos secretos.

A pauta envolve o ex-governador Cláudio Castro (PL) e 12 réus, entre eles o deputado Rodrigo Bacellar (União) e o ex-vice-governador Thiago Pampolha (MDB). Os investigadores apontam uso de cargos com finalidade política.

A fase atual se deve a uma vista pedida pelo ministro Antonio Carlos Ferreira em novembro, após a votação favorável à condenação de Castro pela relatora Isabel Galotti. O caso está suspenso desde então.

Contexto: medidas anteriores

As reportagens de 2022 mostraram contratações no Ceperj e na Uerj sem transparência. Indícios apontam uso de cargos para abrigar apoios políticos durante o ano eleitoral, segundo o Ministério Público Eleitoral com base no material do UOL.

Um conjunto de informações aponta que parte dos cargos servia como cabos eleitorais de deputados federais e estaduais. O MP Eleitoral sustenta que as contratações seriam custo elevado para o erário estadual.

Andamento processual

Em maio de 2024, o TRE RJ absolveu Castro e os demais réus, em 4 votos a 3, entendendo que a questão não cabia à Justiça Eleitoral. O Ministério Público Eleitoral recorreu ao TSE, mantendo o tema em pauta.

Até o momento, cinco ministros do TSE ainda não se manifestaram. Entre eles está a presidente Cármen Lúcia. A possibilidade de novo pedido de vistas pode atrasar ainda mais a decisão final.

Dados do esquema e impactos

Mais de 18 mil pessoas teriam sido contratadas em cargos secretos. Não há publicação de nomes em diários oficiais nem documentos acessíveis ao público. O montante envolvendo saques em dinheiro vivo supera centenas de milhões de reais.

O MP Eleitoral estima custo de aproximadamente 915 milhões de reais aos cofres do estado, atribuindo responsabilidade a contratações massivas de servidores temporários.

Perspectivas futuras

Caso haja condenação, o comando do estado poderia passar ao presidente do TJ-RJ, até novas eleições. A regra prevê eleição indireta na Alerj para um mandato-tampão até dezembro.

Castro mantém postura de defesa da legalidade das ações do governo e afirma ter confiança na Justiça. A agenda pública aponta para a continuidade da análise no TSE, sem conclusão anunciada.

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