- Barroso afirmou que o STF vive momento difícil devido à crise institucional provocada pelo caso Banco Master.
- Disse que é preciso cautela e não tirar juízos precipitados sobre as suspeitas envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, com investigações em curso.
- Elogiou a postura do presidente da Corte, Edson Fachin, e do relator André Mendonça, reconhecendo possível aspecto criticável sem pré-julgamento.
- O caso ganhou repercussão após mensagens e documentos mencionarem autoridades e ministros do STF, em especial Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.
- Barroso defendeu mandatos de 12 anos para ministros, para reduzir permanências longas; ele deixou a corte em outubro de 2025, com a vaga em aberto desde então.
O ex-presidente do STF, Luís Roberto Barroso, afirmou que a Corte vive um momento difícil diante da crise institucional associada ao caso do Banco Master. Em entrevista exibida pela GloboNews na terça-feira (10), ele pediu cautela e evitar juízos definitivos sobre as suspeitas envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e possíveis ligações com integrantes do Judiciário.
Barroso disse que não tinha conhecimento prévio de Vorcaro e que a repercussão gerou desgaste para o tribunal. Segundo ele, a gravidade das acusações exige prudência, enquanto as investigações continuam. O ex-ministro ressaltou que não deve haver julgamentos precipitados em meio ao andamento das apurações.
O ex-ministro também elogiou o desempenho do presidente da Corte, Edson Fachin, e do relator do caso Master, André Mendonça. Ele mencionou que houve aspectos criticáveis, mas sem pré-julgamento dos envolvidos.
Barroso defende mandato para ministros
Na entrevista, Barroso defendeu mudanças no modelo de permanência dos ministros no STF. Propôs mandatos com prazo determinado, em vez da aposentadoria compulsória aos 75 anos. Um modelo de 12 anos, inspirado no sistema alemão, permitiria renovação institucional.
Barroso deixou a Corte em outubro de 2025, após 12 anos no cargo. A vaga aberta pela sua saída continua sem preenchimento até o momento.
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