- A CPI do Senado aprovou requerimentos que miram Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, e ex-funcionários do Banco Central, com quebras de sigilos e convocações.
- Serão solicitados sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de Zettel; a convocação de Bellini Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza; e detalhes sobre o processo administrativo que pode levar à demissão deles.
- A CPI pediu ao ministro do STF André Mendonça o envio de dados das investigações, além da quebra de sigilos de Luiz Philippi Moura Morão, conhecido como Sicário, e de esclarecimentos sobre a morte dele após a prisão.
- Zettel e Vorcaro foram presos durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal; Zettel, casado com Natália Vorcaro, é pastor e teria intermediado empresas de fachada, repassando cerca de R$ 1 milhão por mês para Sicário.
- Duas votações não ocorrerão neste momento e ficam para outra oportunidade: a convocação do ex-senador José Pedro Taques e as quebras de sigilo de João Roma.
A CPI do Senado aprovou nesta quarta-feira (11) uma série de requerimentos que miram Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, e ex-funcionários do Banco Central suspeitos de ligação com o dono do Master. As medidas incluem quebras de sigilo e convocações relacionadas aos investigados.
Entre os encaminhamentos está a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de Zettel. Também foi solicitada a convocação de Bellini Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, ambos com passagens no BC, além de obter dados sobre o processo administrativo que pode resultar na demissão deles.
A CPI requisitou ainda informações ao ministro do STF André Mendonça, relator dos processos do Master na Corte, incluindo dados das investigações. Pediu também a quebra de sigilos de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, e detalhes sobre a morte dele pouco depois de ser preso pela PF.
Contexto e ligações com o Master
Zettel, casado com Natália Vorcaro, é pastor e atuou como intermediário de empresas de fachada ligadas ao banqueiro. A apuração aponta repasse de cerca de 1 milhão de reais mensais para Mourão coordenar atividades e remunerar integrantes da chamada Turma, descrita pela PF como milícia privada a serviço de Vorcaro.
Mensagens apreendidas no celular de Vorcaro indicam ordens para que Mourão intimidasse desafetos e até quebrassem dentes de um jornalista de O Globo. A investigação aponta a atuação do grupo como suporte operacional ao proprietário do Master.
Outros desdobramentos
Ex-diretor de Fiscalização do BC, Paulo Sérgio Neves de Souza, é apontado como consultor informal do Master e teria vendido uma fazenda de café por 3 milhões de reais a um fundo ligado a Zettel. A participação dele envolve ajudar Vorcaro a burlar a fiscalização.
Bellini Santana teria atrasado o envio de documentos à PF, o que pode ter retardado a primeira prisão de Vorcaro. As medidas aprovadas hoje não incluem novas votações neste momento, conforme definição da oposição.
Próximos passos
Duas convocações não foram incluídas de imediato na CPI: José Pedro Gonçalves Taques, ex-senador e ex-governador do Mato Grosso, e as quebras de sigilo de João Roma, ex-ministro da Cidadania de Jair Bolsonaro. As análises seguirão em oportunidade futura.
Entre na conversa da comunidade