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Principais conclusões da divulgação de documentos de Mandelson pelo Reino Unido

Documentos britânicos apontam risco reputacional de Mandelson ligado a Epstein durante atuação como embaixador, com pagamento de indenização

Former British ambassador to the U.S. Peter Mandelson gets into a vehicle outside his residence, as documents relating to the late 2024 appointment of Mandelson are expected to be released, following revelations of his ties to the late financier and convicted sex offender Jeffrey Epstein, in London, Britain, March 11, 2026. REUTERS/Hannah McKay
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  • O governo britânico divulgou a primeira tranche de documentos sobre o tempo de Mandelson como embaixador nos EUA, incluindo o conhecimento na época sobre sua amizade com o falecido abusador Jeffrey Epstein.
  • Os documentos apontam risco reputacional e mostram que Mandelson manteve relação com Epstein entre 2009 e 2011, chegando a ficar hospedado na casa dele em junho de 2009.
  • Funcionários alertaram o governo de que Mandelson poderia deixar o Primeiro-Ministro mais exposto em caso de uma nomeação política; o processo de nomeação foi considerado incomum e apressado.
  • Houve discussões sobre a severance pay de Mandelson após sua demissão, com pagamento solicitado de 4 anos de salário da nomeação; o governo aprovou 34.670 libras em pagamentos discricionários e 40.330 libras a que tinha direito, totalizando 75.000 libras.
  • Mais documentos devem ser divulgados nas próximas semanas, enquanto o governo do Primeiro-Ministro Keir Starmer não quer prejudicar a investigação policial em curso.

A divulgação de documentos britânicos revela detalhes sobre Peter Mandelson durante seu período como embaixador no Estados Unidos. O material examina o que era conhecido sobre sua relação com Jeffrey Epstein, acusado de crimes sexuais. A primeira leva foi tornada pública na quarta-feira.

Os papéis mostram um relatório de due diligence que aponta risco reputacional associado à relação com Epstein. O documento, com checagens de 4 de dezembro de 2024, cobre 2009 a 2011, período em que Mandelson era ministro dos Negócios.

Também há relatos de que Mandelson teria ficado na casa de Epstein enquanto o empresário cumpria prisão, em 2009. Além disso, uma nota de briefing indica que a equipe da época tratou do tema com cautela, embora tenha havido resposta satisfatória a questionamentos.

Diligência e avaliação de risco

A nota de recomendações ao premiê avalia o relacionamento como potencial risco para a reputação do governo. A análise aponta que o assunto exigia tratamento cuidadoso para evitar impacto político.

Preocupações internas

Funcionários informaram a Keir Starmer que uma nomeação política envolvendo Mandelson o colocaria em risco de exposição. A avaliação ocorreu antes da nomeação proposta e tratou de possíveis consequências.

Processo de nomeação e curso da apuração

Relatos indicam que o processo de indicação foi considerado atípico e apressado por Powell, assessor de segurança nacional. Também há reservas expressas pelo então chefe do Foreign Office, Philip Barton.

Indenização de saída

Os documentos tratam de pagamento de indenização após Mandelson ser demitido. O pedido era pela quitação de encargos salariais de um mandato de quatro anos, estimados em 547,201 libras. O governo aprovou 75,000 libras, incluindo pagamento discricionário e direito legal.

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