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Toffoli se declara suspeito para julgar prisão de Vorcaro

Toffoli se declara suspeito para julgar a prisão de Vorcaro, após Mendonça ordenar detenção do dono do Banco Master e redistribuição da relatoria

Ministro havia se afastado de julgamento de CPI horas antes de anunciar que não participará de nenhum julgamento sobre o banco.
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  • O ministro do STF Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
  • Mendonça assumiu a relatoria do caso Master após a Polícia Federal indicar suspeição de Toffoli, e houve reunião em que os ministros apoiaram o magistrado, mas Toffoli pediu redistribuição.
  • A prisão de Vorcaro faz parte da terceira fase da Operação Compliance Zero, que também atingiu o cunhado dele, Fabiano Zettel, e dois suspeitos de integrar uma milícia privada: Felipe Mourão e Marilson Roseno.
  • No mesmo dia da prisão, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master; Toffoli, porém, liberou Vorcaro sob monitoramento por tornozeleira eletrônica.
  • A investigação envolve fraudes no mercado financeiro, corrupção de agentes públicos e lavagem de dinheiro; há menção de outras pessoas citadas durante a apuração, incluindo o ministro Alexandre de Moraes.

O ministro Dias Toffoli, do STF, declarou-se suspeito para julgar a decisão de André Mendonça que determinou a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (11), após Toffoli deixar a relatoria de um processo sobre a instauração de uma CPI que mirava a instituição financeira.

A decisão de Mendonça, tomada na véspera, pode implicar o afastamento de outros processos que apuram fraude na emissão de carteiras de crédito. O magistrado assumiu a relatoria do caso Master após a PF indicar suspeição de Toffoli.

Os ministros afirmaram, em reunião, apoio à atuação de Mendonça, mas destacaram que Toffoli pediu redistribuição do caso. A troca de relatoria reforçou o debate sobre imparcialidade na condução do processo.

O procedimento em questão corresponde à terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 4 de março. Foram decretadas prisões preventivas de Vorcaro, de seu cunhado Fabiano Zettel e de dois suspeitos de atuar em uma milícia vinculada ao banqueiro: Felipe Mourão e Marilson Roseno.

As medidas, tratadas em um processo aparto do inquérito principal, integram investigações sobre fraudes no mercado financeiro, corrupção de agentes públicos, lavagem de dinheiro e outros crimes relacionados ao Master. Toffoli ainda não declarou suspeição nesse rito específico.

Vorcaro foi preso pela primeira vez no Aeroporto de Guarulhos, quando embarcava para Dubai. Na sequência, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição. Mesmo com as circunstâncias da detenção, Toffoli soltou Vorcaro com monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Após a designação de Mendonça, a prisão de Vorcaro foi efetuada inicialmente na penitenciária 2 de Potim, em São Paulo. Com a identificação de uma milícia privada que monitorava o empresário, houve transferência para a Penitenciária Federal de Brasília.

Ao longo das diligências de coleta de dados do celular de Vorcaro, surgiram novos nomes ligados ao caso, incluindo o de um ministro do STF. As informações ainda estão em apuração e passam por confirmação pelas autoridades competentes.

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