- Pesquisas mostram crescimento de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas intenções de voto, com proximidade de Lula em um possível segundo turno, empatando em 41% a 41%.
- Levantamento Genial/Quaest aponta ganho de Flávio entre eleitores do pai, de direita e independentes; em fevereiro Lula tinha 43% contra 38%.
- Atlas/Bloomberg, no fim de fevereiro, indicava empate técnico próximo entre Lula e Flávio (46,3% vs 46,2%), com variação dentro da margem de erro.
- PT discute ofensiva digital para mobilizar militância diante do crescimento de Flávio e das suspeitas envolvendo Lulinha; dirigentes veem potencial retroalimentação entre os temas.
- Planalto tenta conter desgaste com Lulinha; sigilo bancário de seu movimento totalizou R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026, e o caso será julgado pelo Supremo Tribunal Federal.
O crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas e as suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ampliam o temor no entorno de Lula. Assessorias de governo avaliam que o cenário pode pressionar o Planalto a reagir politicamente.
Dados de pesquisas recentes mostram aproximação entre Lula e Flávio em cenário de segundo turno, com empate de 41% a 41%. Em fevereiro, Lula tinha 43% e Flávio 38%. A leitura é de maior cautela para o governo diante do mais agressivo entorno do adversário.
A sondagem Genial/Quaest ouviu 2.004 eleitores entre 5 e 9 de março. A margem de erro é de +/- 2 pontos percentageis, com 95% de confiança. O estudo aponta avanço de Flávio entre eleitores do pai, Jair Bolsonaro, e em franjas de direita e independentes.
Passos anteriores mostraram empate técnico em estudo Atlas/Bloomberg no fim de fevereiro. O senador atingiu 46,3% contra 46,2% de Lula. Dados de janeiro já indicavam vantagem de Lula (49,2% a 44,9%). A amostra envolveu quase 5 mil pessoas.
No PT, o crescimento de Flávio é visto como sinal de reorganização do campo conservador. Edinho Silva alerta que o senador pode catalisar sentimento antissistema e solicita mobilização contra a tentativa da oposição de tornar Flávio palatável.
Observações de Edinho indicam que o PT precisa fortalecer a narrativa no ambiente digital para enfrentar o auge de Flávio. Ele afirma que a militância deve atuar de forma proativa, não apenas com robôs em debates.
Planalto busca administrar o desgaste associado a Lulinha. O sigilo bancário dele foi alvo de decisões da CPMI do INSS, depois suspensas pelo STF. O caso volta a julgamento no dia 13, em pauta no Supremo.
A defesa de Lulinha sustenta que não há provas para dar seguimento às investigações, enquanto a oposição pode explorar o tema para pressionar o governo. Lula já orientou o filho a evitar situações de desgaste público.
As informações sobre Lulinha apontam movimentações de cerca de R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026, conforme dados vazados pela CPMI. A defesa ressalta que os vazamentos não comprovam irregularidades.
Analistas destacam que o quadro atual tende a ampliar a polarização, com Flávio consolidando espaço como adversário competitivo. A leitura é de que o cenário pode favorecer uma eleição de formato bimodal, entre PT e PL.
No campo do PL, Rogério Marinho frisa que o sistema partidário hoje se desenha entre PT e PL. A definição da chapa depende de alianças que possam ampliar o alcance eleitoral, segundo o dirigente.
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