- Candidato da direita nacionalista (Rassemblement National) Allisio está empatado no primeiro turno com o atual prefeito de Marseille, Benoit Payan, em pesquisa pré-eleitoral.
- Vídeos de campanha centrados na segurança ajudaram a convencer familiares de apoiadores a votarem nele, segundo uma apoiadora, Marie-Helene Martin.
- A segurança é a principal preocupação dos eleitores à véspera das eleições muncipais em 15 e 22 de março, o que pode favorecer o RN.
- O resultado pode depender da união da esquerda no segundo turno: se houver várias candidaturas, a disputa fica mais cerrada.
- Dados oficiais indicam queda no crime total em Marseille no último ano e redução de mortes associadas ao tráfico desde 2023, embora haja preocupação com violência ligada ao tráfico.
O pleito municipal de Marseille ganhou fôlego com a campanha de segurança do candidato do RN, Allisio, que disputa a prefeitura contra o prefeito em exercício Benoit Payan, do Partido Socialista. A disputa ocorre em meio a uma onda de violência ligada ao tráfico de drogas que atingiu a cidade portuária. A propagação de vídeos voltados à segurança chamou a atenção de eleitores antes da primeira rodada.
Allisio aparece na liderança em pesquisas de primeira volta, empatado com Payan, que busca manter o controle da segunda maior cidade da França. O tema da segurança tornou-se o centro da campanha, com o RN prometendo medidas duras no combate ao crime. A cidade tem sido apontada como referência na luta contra o narcotráfico em relatos nacionais.
A votação ocorre em dois turnos, nos dias 15 e 22 de março. As coletivas indicam que o tema da segurança pode favorecer o RN, mesmo com o histórico de políticas locais limitadas para lidar com questões de ordem pública, dadas as competências municipais sobre policiamento.
Dados oficiais mostram queda de 4,1% nos crimes em Marseille no último ano versus 2024, além de redução de homicídios relacionados a drogas após pico em 2023. Segundo especialistas, a violência mudou de confrontos entre grupos para ataques com maior abrangência, mantendo a sensação de insegurança entre moradores.
Entre os apoiadores, a vinculada à campanha de Allisio, Marie-Hélène Martin, afirmou que relatos de familiares antes refratários passaram a votar com base na percepção de necessidade de mudanças na segurança pública.
Cenário nacional e impactos locais
Pagan, defensor de medidas amplas de fiscalização, afirma que o debate é explorado por adversários para criar medo, mas destaca que a prefeitura tem poderes limitados diante da polícia nacional. A oposição sustenta que as propostas do RN são inadequadas para enfrentar as raízes sociais da violência.
A oposição aponta que o resultado depende da mobilização de eleitores de esquerda para a segunda rodada. Se houver unidade entre as forças progressistas, Payan poderia vencer com margem expressiva; caso contrário, a disputa fica mais acirrada.
Na prática, a gestão municipal concentra esforços na polícia local e em estratégias de prevenção, educação e integração social, enquanto autoridades nacionais definem prioridades de segurança pública. A imprensa acompanha de perto as adaptações de campanhas diante de cada nova pesquisa.
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