- O presidente Lula planeja uma reunião a portas fechadas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir a indicação de Jorge Messias ao STF.
- A reunião tinha como objetivo tratar diretamente do tema, mas a agenda ainda não foi alinhada até quinta-feira, 12.
- Há possibilidade de encontro rápido, mas aliados de Alcolumbre estão céticos quanto a uma sabatina de Messias.
- A avaliação é de que não há clima para Messias ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso; o preferido de Messias e de Lula é Rodrigo Pacheco, para o governo de Minas.
- Sem acordo, a sabatina pode ficar para depois do período eleitoral, com a hipótese de eventual troca do indicado aberta pelos interlocutores de Alcolumbre.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja uma reunião a portas fechadas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para tratar da indicação de Jorge Messias ao STF. A ideia é debater o tema em uma conversa reservada entre ambos. O encontro ainda não foi alinhado para esta semana, segundo interlocutores.
Nos bastidores, surge a possibilidade de um encontro próximo, mas aliados de Alcolumbre mostram ceticismo em relação à condução da sabatina de Messias. A expectativa é de que o tema seja discutido com cautela.
Quem não está alinhado com a indicação é o amapaense Messias? Na prática, aliados de Lula defendem Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, ainda não preenchida. Lula, porém, quer Pacheco em disputa ao governo de seu estado.
A ausência de acordo eleva a chance de a sabatina ficar para após o período eleitoral. A postergação também pode abrir caminho para eventual troca do indicado, segundo o entorno de Alcolumbre.
Historicamente, Lula já rejeitou a hipótese de mudar o nome de Messias, mas a comunicação formal ainda não chegou ao Senado. Parlamentares da base governista afirmam que a formalização depende de novo acordo com o presidente do Senado.
Apesar de Messias ter reduzido resistência política, fontes próximas ao Palácio do Planalto reconhecem que ainda não há votos suficientes para a confirmação ao STF. A avaliação interna permanece de olho no equilíbrio entre manifestações internas e o apoio do Senado.
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