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Presidente polonês veta projeto de empréstimo de defesa da UE

Presidente da Polônia veta mecanismo de empréstimo da União Europeia de 43,7 bilhões de euros para defesa, provocando reação do governo e incerteza sobre o financiamento militar

Poland's Prime Minister Donald Tusk speaks to President Karol Nawrocki during a Cabinet Council meeting led by the president, at the Presidential Palace in Warsaw, Poland, August 27, 2025.
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  • O presidente da Polônia vetou a criação de um mecanismo para gastar 43,7 bilhões de euros em empréstimos da União Europeia para reforçar as Forças Armadas.
  • O veto acirrou o atrito entre o presidente nacionalista Karol Nawrocki e o governo pró-EU do primeiro-ministro Donald Tusk, que defende a iniciativa SAFE.
  • Nawrocki disse que o mecanismo é um empréstimo externo de 45 anos, com custos de juros que podem chegar a até 180 bilhões de zlotys e que compromete soberania polonesa.
  • O presidente também questionou a constitucionalidade e disse que a segurança da Polônia não pode depender de decisões estrangeiras.
  • O governo de Tusk afirmou que o financiamento barato do SAFE é essencial para a defesa e diz que apresentará uma resposta em reunião extraordinária de ministros; paralelamente, circula a ideia de um “plano B” para manter acesso aos recursos.

Polônia cancela a assinatura de legislação que previa criar um mecanismo para usar 43,7 bilhões de euros em empréstimos da UE para financiar a defesa, diz o presidente Karol Nawrocki. A decisão ocorre enquanto o governo de Donald Tusk defende a iniciativa. O tema acirrou o embate entre o presidente nacionalista e o Executivo pró-EU.

O pico da disputa envolve a iniciativa Security Action for Europe (SAFE), no valor total de 150 bilhões de euros. Nawrocki argumenta que o mecanismo representa empréstimo externo por até 45 anos, com juros que podem chegar a 180 bilhões de zloty, aumentando o endividamento interno.

Nawrocki afirma que a aplicação dos fundos depende de condições da UE que, segundo ele, podem minar a soberania polonesa. O presidente sustenta que a segurança do país não pode depender de decisões estrangeiras e questiona a constitucionalidade do mecanismo.

Tusk sustenta que o financiamento acessível por meio do SAFE é essencial para a defesa diante de ameaças consideradas crescentes, principalmente da Rússia. O governo pretende apresentar uma resposta em reunião extraordinária do conselho de ministros na sexta-feira.

Reações políticas

Nawrocki e o governador do Banco Central, Adam Glapiński, sugeriram uma alternativa baseada em lucros não realizados com o aumento do valor de reservas de ouro para financiar gastos militares. O governo declarou pouca receptividade à proposta.

O parlamento, com maioria da coalizão de Tusk, ainda não deve aprovar a ideia do presidente. Enquanto isso, o governo já trabalha em um “plano B” para acessar os recursos do SAFE sem novas condições. Fontes oficiais não detalham o plano.

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