- O Ministério Público Federal pediu indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos ao apresentador Ratinho e ao SBT, em razão de suposta transfobia.
- A acusação envolve fala do apresentador que questionou a escolha de Erika Hilton (PSOL-SP) para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, dizendo que “não é mulher, é trans”.
- Erika Hilton comemorou a denúncia e afirmou que o MPF recomendou a retirada imediata do programa do ar por parte de qualquer canal vinculado.
- Ratinho disse que defende a população trans e que crítica política não é preconceito, mantendo sua posição.
- O SBT informou que as falas de Ratinho não representam a emissora e que repudia discriminação e preconceito.
O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça uma indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos contra o apresentador Carlos Massa, o Ratinho, e a emissora SBT. A ação envolve acusações de transfobia após Ratinho questionar a nomeação de Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. A defesa do apresentador argumenta que houve crítica política e não preconceito.
Segundo o MPF, o comentário do apresentador foi usado para menosprezar a atuação de pessoas trans e reforçar estereótipos de gênero. A ação mantém o foco na imagem pública da parlamentar e no impacto de falas que, na visão do órgão, contribuem para a discriminação institucional.
Erika Hilton celebrou a denúncia e informou ter ingressado com um processo contra Ratinho, que afirmou não abrir mão de sua posição e afirmou defender a população trans, bem como o direito de questionar governantes. O SBT afirmou que as falas de Ratinho não refletem os valores da emissora e que repudia discriminação.
Repercussão
A nota do SBT destacou que as declarações não representam a opinião da emissora e reforçou o compromisso com princípios de igualdade. A defesa de Ratinho também reiterou que a crítica política faz parte do jornalismo e que não houve intenção de retroceder em posição.
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