- Ratinho publicou vídeo no Instagram afirmando que defende a comunidade trans e convocando jornalistas a se manifestarem, dizendo que não ficará em silêncio.
- O apresentador havia feito falas consideradas transfóbicas contra Erika Hilton ao repercutir sua nomeação para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
- O SBT afirmou repudiar discriminação e disse que as falas estão sendo analisadas pela direção, que tratará do tema internamente.
- Erika Hilton acionou o Ministério Público de São Paulo, solicitando abertura de inquérito policial e a prisão de Ratinho, com pena de até seis anos, além de pedir indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos.
- Em X, Erika afirmou que o SBT e Ratinho serão responsabilizados na esfera civil e criminal e reiterou que é uma mulher trans.
O apresentador Ratinho publicou nesta sexta-feira, 13, um pronunciamento no Instagram após a polêmica envolvendo a deputada Erika Hilton (PSOL-SP). O episódio remonta a uma fala feita no programa da última quarta-feira, 11, que gerou críticas por conteúdo considerado transfóbico.
No vídeo, Ratinho afirma defender a comunidade trans, mas também o direito de questionar quem governa. Alega que crítica política não equivale a preconceito e diz não ficar em silêncio. Na legenda, convida jornalistas a se manifestarem, dizendo que o silêncio é conivência.
O SBT informou que repudia discriminação e preconceito e que as falas estão sob análise pela direção, com tratamento interno. A emissora ressaltou que trabalha para manter seus valores e princípios institucionais.
Ação legal de Erika Hilton
A deputada Erika Hilton acionou o Ministério Público de São Paulo, segundo o colunista Igor Gadelha, do Metrópoles. Ela solicita abertura de inquérito policial contra Ratinho e possível prisão, caso haja condenação, com pena prevista de até 6 anos.
A reportagem aponta ainda pedido de indenização por danos morais coletivos no valor de 10 milhões de reais, por danos à população trans e travesti. O documento foi registrado no Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância do MP-SP.
Em rede social, Erika confirmou a denúncia e afirmou que o processo envolve tanto a esfera civil quanto a criminal. Ela reiterou sua identidade de mulher e apontou que o ato foi motivado por agressões contra mulheres trans e cis.
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