- Minneapolis lida com trauma prolongado e danos econômicos após a operação de imigração realizada entre dezembro e fevereiro, que resultou em cerca de 4 mil prisões pela Agência de Imigração e Alfândega (ICE), com aproximadamente 3 mil agentes na região.
- O prefeito, Jacob Frey, afirma que cerca de 400 agentes federais permanecem na cidade, mais que o dobro do normal, e cita impactos como interrupções em transferências de Medicaid/Medicare, cortes em subsídios para abrigos e moradia acessível.
- Milhares de moradores relatam dificuldades financeiras e medo de sair de casa; o funcionamento de escolas, serviços de saúde e empregos foi afetado, gerando um sentimento coletivo de trauma.
- No setor de saúde, médicos relatam quedas no comparecimento de pacientes infantis com doenças graves, com casos em que crianças perderam tratamento por detenção de cuidadores.
- No ensino, a superintendent Brenda Lewis estima déficit de um milhão de dólares no orçamento de Fridley Public Schools devido a alunos ausentes ou relocados; quase 100 estudantes sumiram, reduzindo financiamento público, e o distrito acionou o governo federal para tentar reverter regras de proteção escolar.
Minneapolis encara traumas e danos econômicos após operação federal de imigração. Em março, poucos agentes federais são vistos nas ruas, apesar de moradores usarem apitos vermelhos para alertar sobre a presença de agentes. Observadores continuam ativos, porém em escala menor e com foco fora da cidade.
A operação Metro Surge, que começou em dezembro e terminou em fevereiro, mobilizou cerca de 3 mil agentes da ICE na região. A organização informou aproximadamente 4 mil detenções durante o esforço, que deixou impactos duradouros na economia local.
Segundo o prefeito Jacob Frey, ainda há cerca de 400 agentes federais na cidade, mais do que o normal, mas ele aponta outros tipos de ataques à comunidade. Frey detalha que famílias de pacientes com câncer e usuários de Medicaid/Medicare enfrentaram interrupções e cortes de fundos.
Moradores, docentes e profissionais de saúde descrevem o cenário como traumatizante. Vítimas da operação relatam dificuldade para pagar aluguel, perder empregos ou evitar sair de casa por medo. O clima de medo persiste entre imigrantes que vivem e trabalham na região.
O custo econômico somente em janeiro foi estimado em 203 milhões de dólares, segundo o município. Cerca de 76 mil residentes teriam evitado trabalhar ou tiveram seus locais de trabalho fechados, elevando a demanda por assistência de aluguel.
Em instituições de saúde, a diretora médica Lane Miller cita queda nas comparecimentos de pacientes jovens com doenças graves, em especial câncer e anemia falciforme. Médicos relatam atrasos no tratamento e piora de quadros que exigem continuidade de cuidado.
Na educação, o distrito Fridley Public Schools, com cerca de 2.800 estudantes, perdeu parte de seu financiamento com base no atendimento e teve quase 100 alunos ausentes ou transferidos. A área depende de matrículas para o cálculo de recursos.
Na comunidade de Phillips, uma professora substituta criou uma vaquinha que já arrecadou mais de 730 mil dólares para aluguel. Ela também entregou recursos diretamente a famílias, diante da relutância de confiar em terceiros.
Enquanto a cidade encara a recuperação, autoridades locais relatam um aumento no engajamento comunitário. Moradores participam de iniciativas de apoio a famílias afetadas e da vigilância local para evitar novos confrontos com autoridades.
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