- A primeira rodada das eleições municipais na França ocorreu neste domingo; Paris, governada pelo Partido Socialista há mais de duas décadas, pode passar para a direita de Rachida Dati na segunda volta.
- O candidato socialista Emmanuel Grégoire, aliado à prefeita Anne Hidalgo, aparece entre trinta e cinco e trinta e sete por cento dos votos, frente a cerca de vinte e cinco por cento de Dati, segundo as primeiras projeções.
- A segunda volta é considerada determinante, com as alianças entre partidos influenciando o desempenho de Grégoire e de Dati no pleito.
- Dati reconheceu a divisão entre apoiadores e pediu união contra a esquerda radical, enquanto Grégoire destacou a necessidade de defender Paris na votação seguinte.
- A apuração definitiva sai na segunda-feira; participação foi historicamente baixa, mas houve variações entre cidades, com destaque para anúncios sobre Lyon e Marselha.
A primeira volta das eleições municipais na França abriu caminho para um possível recuo da direita em Paris, cidade governada pelos socialistas há mais de duas décadas. Emmanuel Grégoire, candidato socialista e braço direito de Anne Hidalgo, lidera a corrida contra Rachida Dati, ex-ministra da Cultura. O escrutínio inicial aponta vantagem para Grégoire.
As primeiras apurações apontam entre 35% e 37% para Grégoire, frente a cerca de 25% de Dati. A votação ocorreu neste domingo, em Paris, e as eleições também destacam o peso de candidaturas nacionais das UDs e de blocos de esquerda, com impactos potenciais para a corrida presidencial.
A recuperação de Grégoire vem após apoio amplo da esquerda, ecologistas e comunistas, excluindo a França Insubmisa. Dati reconheceu a divisão interna como um fator que pode atrapalhar a união necessária para a segunda volta. A candidata busca ampliar coalizões para enfrentar o conjunto de adversários.
Resultados e cenários em Paris
A tendência aponta para uma segunda volta decisiva no próximo domingo, com a defesa de políticas urbanas, direitos civis e serviços públicos. A campanha de Grégoire enfatiza a continuidade da gestão parisiense sob a esquerda.
Entre os detalhes, o contexto envolve alianças possíveis com partidos minoritários e blocos de centro-direita. A definição de apoio de candidatos de extrema direita ou de outros espectros pode influenciar o desfecho na segunda disputa.
Panorama nacional e outras cidades
O pleito em Lyon surpreendeu ao registrar remontada do atual prefeito ecologista Grégory Doucet, disputando com o candidato de direita. Em Marselha, o cenário aponta para a segunda volta entre o socialista Benoît Payan e Franck Allisi, da extrema direita, com vantagem residual para Payan segundo estimativas.
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