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Esquerda resiste em grandes cidades da França, ante avanço da ultradireita

Na primeira volta, a esquerda resiste nas grandes cidades francesas, enquanto o RN amplia presença local; a direita busca alianças para a segunda volta

El presidente de Francia, Emmanuel Macron, vota en la primera vuelta de las elecciones municipales.
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  • Eleições municipais na França mostraram que a esquerda resiste em Paris, Marselha e Lyon, segundo primeiras projeções.
  • A ultradireita do Reagrupamento Nacional amplia sua presença local, com vantagens em Toulon e surgindo como segunda força em cidades como Nice; em Perpignan, o prefeito atual deve ser reeleito.
  • O líder do RN, Jordan Bardella, pediu uma aliança ampla de direita para derrotar a esquerda e o macronismo na segunda volta.
  • A participação foi menor que em eleições anteriores, e a segunda rodada ficou marcada para o dia 22 de março.
  • A France Insoumise de Jean-Luc Mélenchon aposta em ganho territorial e propõe uma lista antifascista para fortalecer a esquerda na segunda volta.

França encerrou neste domingo a votação municipal, primeira de duas fases, com a expectativa de definir composições locais antes das presidenciais de 2027. O pleito ocorre após uma sequência eleitoral iniciada em 2024 e pode não entregar definições na primeira volta, já que a segunda está marcada para 22 de março. O voto aconteceu em Paris, Marselha, Lyon e demais cidades, em clima de abstenção elevada.

Os primeiros resultados indicam resistência da esquerda nas três maiores cidades — Paris, Marselha e Lyon — enquanto a ultradireita do Reagrupamento Nacional (RN) amplia sua presença local pelo país. A participação ficou abaixo da observada em 2014, com efeitos de desgaste político recente sobre o eleitorado.

Avanços da ultradireita e resistência da esquerda

Em Paris, o candidato apoiado pela continuidade da gestão municipal mantém vantagem sobre a oponente conservadora, segundo as projeções. Em Marselha, a disputa permanece acirrada entre forças progressistas e a ultradireita. Em Lyon, a ecologista busca sustentar a posição contra a direita, em meio a esperanças de segunda volta.

O RN aparece com forte potencial em cidades importantes, como Toulon, onde a candidata Laure Lavalette aparece em vantagem expressiva nas projeções. Em Nice, o aliado de Marine Le Pen, Éric Ciotti, lidera com folga, segundo as estimativas, abrindo caminho para a segunda volta.

Desdobramentos e cenários para a segunda volta

Perpinhão mostra um desempenho sólido do atual prefeito, que é vice-presidente do RN ligado a Le Pen, com alta probabilidade de reeleição já na primeira volta. O RN registrou um número recorde de listas municipais, buscando evitar a queda de apoio recomendada pela experiência de 2020.

O debate público também envolve o líder Bardella, que pediu uma ampla aliança de direita para consolidar mudanças antes de 2027. Em termos de participação, observa-se menor engajamento do eleitorado em comparação com eleições anteriores, agravando a imprevisibilidade do pleito.

A França Insoumise, liderada por Jean-Luc Mélenchon, entra pela primeira vez de forma contundente em eleições municipais, buscando ampliar atuação territorial. A legenda sinaliza possível candidatura a alianças da esquerda para a segunda volta, evitando marginalização pela direita e pela ultradireita.

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