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Temer não disputará a Presidência e sugere que Lula também não

Temer não disputará a Presidência e sugere que Lula abra mão da reeleição para abrir espaço a nova geração e reduzir tensões institucionais

Ex-presidente afirma que Lula deve abrir espaço para novas lideranças e quebrar a polarização do país.
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  • Michel Temer, aos 85 anos, afirmou que não disputará novamente a presidência e sugeriu que Lula também deveria abrir mão da reeleição para dar espaço a novas lideranças.
  • O assunto ganhou novo impulso após o ex-ministro Carlos Marum dizer que buscaria Temer para convencê-lo a concorrer, com o objetivo de reduzir a polarização entre Lula e Jair Bolsonaro.
  • Em entrevista à Folha de S. Paulo, Temer disse que, se tivesse dez anos a menos, aceitaria o desafio.
  • O ex-presidente criticou a “completa disfunção institucional” no país, atribuindo o problema ao afastamento entre os Três Poderes da Constituição e à falta de diálogo entre as instituições.
  • Temer pediu que o país se guie pela Constituição, citando o artigo 1º, sobre autonomia entre poderes, e o artigo 37, que define princípios como legalidade, impessoalidade, moralidade, transparência e eficiência.

O ex-presidente Michel Temer, do MDB, afirmou que não disputará a presidência novamente. Aos 85 anos, ele também sugeriu que Lula deveria abrir mão da reeleição e permitir a entrada de novas lideranças. O objetivo, segundo Temer, é renovar a política e reduzir a tensão institucional.

O tema ganhou força após o ex-ministro Carlos Marum indicar que iria procurá-lo para convencer Temer a concorrer nas eleições de outubro, buscando quebrar a polarização entre apoiadores de Lula e de Bolsonaro.

Temer afastou a hipótese de disputar o cargo, dizendo que, mesmo com o tempo, não aceitaria o desafio. Em entrevista à Folha de S. Paulo, ele criticou a situação política atual, apontando disfunção institucional e afastamento entre os Três Poderes.

Ele citou a necessidade de diálogo entre as instituições, destacando que a oposição é essencial, mas o ódio pessoal é prejudicial para a construção de consensos. O ex-presidente sustenta que o Brasil precisa de um líder capaz de reunir forças divergentes.

Profundamente. O então chefe do Executivo ressaltou que o discurso público de pacificação contrasta com atitudes que ampliam a divisão, dificultando avanços no estado de direito. Nas palavras dele, o país depende de uma liderança capaz de dialogar.

Como caminho para superar o impasse, Temer apontou a Constituição como referência. Em especial, mencionou o artigo 1º, sobre autonomia e harmonia entre os Poderes, e o artigo 37, que define princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, transparência e eficiência.

Para ele, a receita é clara: voltar a orientar a atuação pública pelos princípios constitucionais, com vistas a reduzir tensões políticas e devolver a estabilidade institucional ao país.

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