- Um juiz federal em Massachusetts bloqueou as mudanças na política de vacinação promovidas pelo secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., durante o governo de Donald Trump.
- A reforma reduz o número de injeções recomendadas para crianças, inclusive contra gripe e hepatite A.
- Organizações médicas, como a Academia Americana de Pediatria e o Colégio Americano de Médicos, contestaram as alterações, classificado-as como arbitrárias.
- O juiz Brian Murphy afirmou que as mudanças foram tomadas sem o método científico e sem os devidos procedimentos legais.
- O Departamento de Saúde pode recorrer, enquanto as entidades médicas enxergam a decisão como histórica e bem-vinda.
O juiz federal de Massachusetts bloqueou, nesta segunda-feira, 16, a reforma da política de vacinação promovida pelo governo de Donald Trump. A mudança reduz o número de vacinas recomendadas para todas as crianças, incluindo influenza e hepatite A, segundo a decisão. O tribunal suspendeu também as recomendações do painel responsável pela imunização.
A ação foi movida por várias organizações médicas que contestam as alterações. O juiz Brian Murphy considerou as mudanças arbitárias e sem respaldo metodológico, apontando falhas no processo científico utilizado para definir as novas diretrizes. A decisão envolve Kennedy Jr., responsável pela pasta da Saúde, e seu papel em um painel consultivo de imunização.
Pelo governo, a expectativa é de que a decisão seja alvo de apelação, mantendo o confronto entre autoridades federais e entidades médicas. A Academia Americana de Pediatria descreveu a medida como problemática, destacando que causaria confusão entre pais e profissionais de saúde. O desfecho pode depender de decisões judiciais futuras sobre quem estabelece as políticas de imunização.
Impactos e próximos passos
Analistas afirmam que a decisão pode atrasar mudanças já anunciadas e gerar ajustes na comunicação pública sobre vacinação. Observadores ressaltam a importância de seguir procedimentos científicos para alterações em calendários pediátricos. O caso permanece em andamento nos tribunais federais dos EUA.
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