- O presidente do Chile, José Antonio Kast, iniciou a construção de barreiras na fronteira com Peru e Bolívia, promessa de campanha para conter migração irregular.
- O governo estabeleceu um prazo de noventa dias para a implantação das barreiras, sem detalhar o tipo de infraestrutura.
- As obras abrangem três regiões do norte: Arica (Chacalluta), Antofagasta e Tarapacá (Colchane), principal ponto de entrada de migrantes irregulares.
- O plano integra o Escudo fronteiriço, com extensão estimada em cerca de quinhentos quilômetros, além de maior presença militar e recursos tecnológicos de monitoramento.
- Dados oficiais indicam aproximadamente trezentos e trinta e sete mil migrantes irregulares no país, com queda de entradas desde o pico de dois mil e vinte e um; em dois mil e vinte e cinco houve queda de dez vírgula dois por cento, com 26.275 denúncias de entradas por passagens não autorizadas.
O presidente do Chile, José Antonio Kast, iniciou nesta segunda-feira 16 a construção de barreiras na fronteira com o Peru e com a Bolívia, conforme apuração da AFP. A iniciativa faz parte de promessas de campanha para frear a entrada de migrantes irregulares.
A ação ocorreu em Arica, próximo ao posto fronteiriço de Chacalluta, onde Kast estava à frente de uma escavadeira. O governo estabeleceu um prazo de 90 dias para erguer as estruturas, sem detalhar o tipo de infraestrutura que será adotada em três regiões do norte.
Além de Arica, o plano abrange Antofagasta e Tarapacá, onde fica Colchane, ponto de entrada de migrantes irregulares oriundos da Bolívia. O objetivo oficial é reforçar o controle de passagem e ampliar a capacidade de vigilância na região.
Escopo do projeto e cronograma
Segundo o ministro do Interior, Claudio Alvarado, as barreiras físicas devem se estender por cerca de 500 km. O pacote também prevê o reforço de contingente militar e o uso de tecnologias de monitoramento no combate à imigração irregular.
Kast citou a escalada de vulnerabilidades na fronteira por fatores como imigração irregular, narcotráfico e crime organizado. O governo sustenta que as ações visam estabilizar a fronteira norte do país, sem detalhar datas adicionais.
Contexto migratório no Chile
Dados oficiais indicam que o Chile abriga cerca de 337 mil migrantes irregulares, em um país com 20 milhões de habitantes. A maior parte procede da Venezuela, conforme fontes públicas.
O Serviço Nacional de Migrações aponta que as entradas irregulares foram reduzidas desde o pico de 2021. Em 2025 houve queda de 10,2% em relação a 2024, com 26.275 denúncias de entradas por passagens não autorizadas.
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