- O Reform UK propõe um programa de emergência de cinco anos para identificar, deter e deportar imigrantes ilegais, com até 600 mil requerentes de asilo, criação de Centros de Remoção e saída da Convenção Europeia de Direitos Humanos.
- Na economia, o plano prevê cortar 68.500 empregos no setor público, restringir benefícios a estrangeiros, aumentar a contribuição de saúde para imigração e reformar pensões, sem reduzir impostos de imediato.
- No setor de energia, a meta é ampliar a produção de petróleo e gás, aumentar rapidamente a energia nuclear e eliminar metas de neutralidade de carbono, além de impor tarifas a veículos chineses.
- Em pubs e hospitalidade, as propostas incluem reduzir o IVA do setor para 10%, cortar 10% da cerveja e abolir gradualmente os impostos sobre imóveis para pubs.
- Em educação, o partido defende currículo patriótico, disciplina mais rígida, proibir transições de gênero em escolas, incentivar cursos técnicos e eliminar metas de diversidade, o Acto de Igualdade e o cargo de ministro da equalidade.
O partido reformista de Nigel Farage, Reform UK, disputa a dianteira nas pesquisas de opinião com relação às eleições locais de maio e à eleição nacional prevista para 2029. A legenda apresenta propostas em várias frentes, adotando tom crítico à imigração, ao gasto público e a políticas de energia.
Entre as linhas de campanha está a criação de um comando de deportação e a promessa de um programa de cinco anos para identificar, deter e deportar migrantes irregulares. A proposta prevê centros de remoção em 18 meses, com meta de até 24 mil deportações mensais.
A Reforma afirma que deixará o Tribunal Europeu de Direitos Humanos, reagindo contra o que classifica como impedimento a deportações. Também pretende substituir a Human Rights Act por uma nova lei de direitos britânica. A ideia envolve a criação de uma agência de deportação similar ao ICE dos EUA.
IMIGRAÇÃO: DEPORTAR ATÉ 600 MIL PEDIDOS DE ASILO
O responsável pela política de interior é Zia Yusuf, ex-banqueiro do Goldman Sachs. Segundo o plano, pode haver deportação de até 600 mil requerentes de asilo no primeiro mandato, incluindo mulheres e crianças, conforme anunciado pela equipe de campanha.
A ideia de uma imigração mais firme passa pela criação de centros de remoção e por retirar direitos sob a versão britânica de uma carta de direitos. A proposta também cita a criação de uma “Britannia visa” para atrair investidores estrangeiros com residência de 10 anos mediante investimento.
ECONOMIA: CORTES E REORGANIZAÇÃO FISCAL
Robert Jenrick, ex-ministro conservador, comanda a área econômica. A reforma prevê um novo modelo econômico apoiado por regras fiscais rígidas, com redução de desperdícios e contenção de dívida.
Entre as medidas estão o corte de 68,5 mil empregos no serviço público, a redução de gastos com assistência social, mudanças nas pensões e a saída de benefícios para estrangeiros. A expectativa é manter a independência do Banco da Inglaterra.
O partido admite não avançar com cortes de impostos de imediato, operando com um déficit elevado até abrir espaço fiscal suficiente. A ideia é reduzir impostos assim que possível, sem comprometer a estabilidade financeira.
ENERGIA: MAIS PETRÓLEO, MENOS ZERO-EMISSÃO
Richard Tice, líder de negócios e energia, define a linha de energia. O plano busca ampliar a produção de petróleo e gás e acelerar a expansão da energia nuclear, com metas para reduzir a participação de energias limpas no curto prazo.
Na pauta comercial, Reform defenderia maior foco em compras britânicas pelo setor público e o estabelecimento de cotas e tarifas para veículos elétricos chineses. A proposta também critica leis trabalhistas previstas, defendendo flexibilização de contratos.
HOSPITALIDADE: REDUÇÃO DE IMPOSTOS
Para o setor de pubs e hospitalidade, a proposta é reduzir o VAT para 10% e eliminar o aumento de contribuições do seguro nacional para empregadores. Também consta a redução do imposto sobre cerveja em 10% e a eliminação gradual de taxas para pubs.
EDUCAÇÃO: PATRIOTISMO E DISCIPLINA
Suella Braverman, ex-chefe da pasta, comanda as políticas educacionais. O plano é introduzir currículo patriótico nas escolas e disciplinar de forma mais rígida, além de limitar transições de gênero e identidade para jovens.
Na universidade, há a meta de 50% dos jovens seguirem caminhos técnicos para suprir demanda de áreas como enfermagem e construção, sem detalhar quais cursos seriam excluídos. Também está prevista a extinção de metas de diversidade e da legislação de igualdade de 2010, com a redução da função ministerial responsável.
CRIPTO: BRITÂNIA COMO HUB DIGITAL
Reform planeja um projeto de lei para criptoativos e finanças digitais, incentivando a adoção de criptomoedas, com redução de imposto sobre ganhos de capital de ativos digitais e a criação de um fundo de bitcoin no Banco da Inglaterra.
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