- Markwayne Mullin, republicano de Oklahoma, foi indicado para substituir a secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, e testemunhará nesta quarta-feira em audiência de confirmação no Senado.
- O tema central é o endurecimento da proteção de fronteiras, gastos do governo e segurança nacional.
- Democratas têm bloqueado financiamento federal ao Departamento de Segurança Interna desde fevereiro, exigindo mudanças na política de imigração.
- Mullin é visto como apoiador de políticas de imigração mais duras defendidas por Donald Trump; Noem supervisionou operações agressivas de investigação de imigração.
- A audiência está marcada para as 9h30 (horário de verão oriental) e buscará esclarecer como Mullin pretende atuar no DHS.
Markwayne Mullin, indicado por Donald Trump para substituir a atual secretária de Segurança Interna Kristi Noem, deverá depor nesta quarta-feira em audiência de confirmação no Senado. O foco envolve fiscalização de imigração, gastos do governo e segurança nacional.
O Republicano de Oklahoma enfrenta escrutínio dos democratas, que bloqueiam repasse de verbas para o DHS desde fevereiro, até que mudanças na política migratória sejam anunciadas. A posse de Mullin marca uma mudança de tom na gestão de políticas de fronteira.
Trump anunciou a substituição após demitir Noem, citando críticas internas à condução da pasta. Mullin, empresário que atuou na Câmara por uma década antes de chegar ao Senado, tem histórico de apoio firme às medidas de endurecimento imigratório.
Perfil do indicado
Em discurso preparado divulgado à Reuters, Mullin aparece como um dos mais ricos do Senado, com ativos entre US$ 29 milhões e US$ 97 milhões em 2024. O senador costuma gerenciar ações por meio de uma firma independente, segundo seu staff.
A audiência está marcada para começar às 9h30 no horário local (13h30 GMT) na Câmara Alta. O pedido de confirmação surge num momento de tensões entre o governo e o Congresso sobre como conduzir as operações de fiscalização.
A gestão de Noem gerou críticas por táticas consideradas agressivas, incluindo operações em grandes cidades e uso de força policial. A disputa sobre recursos para o DHS intensifica as pressões políticas em torno da confirmação de Mullin.
Durante a campanha de 2012, Mullin enfrentou críticas por contratação de um felônio com acesso a armas em seu negócio de encanamento, e por não uso do E-Verify na empresa. A Casa Branca afirmou que não houve indícios de irregularidades em relação a esses aspectos.
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