- Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, abriu uma empresa em Madri, em janeiro de 2026, sem registros de atividades oficiais e classificada como “atividades tecnológicas” genéricas; trata-se de uma empresa de gaveta.
- A PF investiga o esquema de descontos indevidos em aposentadorias do INSS e aponta o episódio como desdobramento da CPMI do INSS; a descoberta foi publicada pela Folha de S. Paulo.
- Lulinha seria suposto sócio oculto de Antonio Camilo Antunes, preso, ligado a projetos de cannabis medicinal e kits de dengue, com uma suposta mesada de 300 mil reais; há envelope com o nome dele em operação de busca.
- Roberta Luchsinger teria apresentado Antunes a Lulinha, segundo a defesa, que diz que o empresário seria apenas um empresário bem-sucedido no ramo farmacêutico.
- Viagens de Lulinha a Portugal foram pagas por Antunes para conhecer uma fábrica de cannabis; a CPMI aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal em fevereiro de 2026, país por ordem do colegiado, com justificativas contestadas pela defesa.
O que se sabe sobre as investigações envolvendo Lulinha na CPMI do INSS aponta para a leitura de novos passos no caso. A PF investiga um esquema de descontos indevidos em aposentadorias do INSS e envolve o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, que abriu uma empresa em Madri, em janeiro de 2026. A empresa não possui registro de atividades oficiais e está catalogada como atuação genérica na categoria de atividades tecnológicas.
A descoberta foi revelada pela Folha de S.Paulo e aparece como desdobramento das apurações. A defesa de Lulinha nega qualquer relação com o caso, qualificando as informações como ilações. Ainda assim, o inquérito sobre a chamada farra dos descontos associativos traz indícios que exigem explicações.
Intermediários e relações
Segundo investigações, Lulinha é apontado, em relatório de dezembro de 2025, como possível sócio oculto de Antonio Camilo Antunes, preso em 2025 e apontado como operador do esquema. O negócio envolveria cannabis medicinal e kits de diagnóstico de dengue, com pagamentos de uma suposta mesada de 300 mil reais.
Mensagens interceptadas indicam Antunes orientando pagamentos a uma consultoria ligada a terceiros, com o beneficiário referido como o filho do rapaz. Um envelope com o nome de Lulinha foi encontrado em uma operação de busca e apreensão, conforme apuração da PF. A defesa sustenta que Lulinha não é “o filho do rapaz”.
Relação com Roberta Luchsinger
A defesa confirmou que Roberta Luchsinger apresentou Antunes a Lulinha, descrevendo-o como empresário bem-sucedido do ramo farmacêutico. A aproximação teria como objetivo facilitar o acesso ao mercado de cannabis medicinal para atender uma parente que dependeria da substância.
Viagens e custos
A defesa informou que Lulinha viajou a Portugal com passagens e hospedagem pagas por Antunes, para conhecer uma fábrica de cannabis. A justificativa seria a necessidade de entender o setor para suprir a demanda de uma pessoa próxima.
Quebra de sigilo e movimentações
Em fevereiro de 2026, a CPMI autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal de Lulinha, gerando reação de aliados do governo. A medida não foi anulada. Em paralelo, houve divulgação de suposta movimentação financeira de 19,5 milhões de reais entre 2022 e 2026, segundo dados vazados. A defesa pediu arquivamento por ausência de fatos.
Suspensão de sigilo
Mais recentemente, o ministro da Justiça, Flávio Dino, suspendeu temporariamente a quebra de sigilos fiscais determinada pela CPMI, mantendo a proteção das informações financeiras de Lulinha. A medida não encerra as apurações, apenas restringe o acesso a determinados dados.
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