- Fernando Haddad confirmou nesta quinta-feira (19) que disputará o governo de São Paulo em outubro, pelo PT, buscando derrotar Tarcísio de Freitas (Republicanos.
- O anúncio ocorreu em ato no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ao lado de Lula, Geraldo Alckmin e ministros.
- Pesquisas mostram vantagem de Tarcísio no momento: Datafolha aponta 44% a 31% na preferência de voto; em cenário de segundo turno, Tarcísio venceria por 52% a 37%.
- A estratégia de Haddad mira romper o cinturão antipetista no interior, com apoio de Alckmin para ampliar presença no estado.
- Haddad traz no histórico derrotas recentes, incluindo 2022 no interior paulista; o desafio é ampliar vitórias no interior para vencer em São Paulo.
Fernando Haddad oficializou nesta quinta-feira, 19, a candidatura ao governo de São Paulo pelo PT, com apoio de Lula e Geraldo Alckmin. A anunciaram em ato no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ao lado de ministros e parlamentares. Haddad busca desbancar Tarcísio de Freitas, atual governador.
O bloco lulista aponta Haddad como o principal nome competitivo do grupo. O objetivo é converter a experiência na Fazenda em votos e superar o antipetismo no interior paulista. A definição ocorre em meio a um cenário eleitoral ainda desfavorável nas primeiras sondagens.
Conforme dados divulgados, o levantamento Datafolha de março aponta Tarcísio com 44% das intenções de voto no primeiro turno, frente a 31% de Haddad. Em cenário de segundo turno, Tarcísio venceria por 52% a 37%.
A pesquisa Real Time Big Data mostra tendência similar. Em eventual segundo turno, o governador lidera com 50% a 37% contra Haddad. Analistas destacam que números refletem o momento e podem mudar até a eleição.
Ao iniciar a pré-campanha, Haddad afirmou que vencer envolve apresentar um projeto claro e conquistar apoio, defendendo que é possível realizar promessas caso haja trabalho conjunto. Ele negou que concorrer seja um sacrifício.
Entre as realizações do atual ministro da Fazenda, o governo cita avanços como a reforma tributária, o arcabouço fiscal e indicadores econômicos positivos. O lado adversário aponta críticas a ajustes e políticas de gastos.
O histórico eleitoral de Haddad é contrastante. Em 2012, venceu a disputa pela prefeitura de São Paulo, em meio à boa avaliação da presidenta Dilma Rousseff. Posteriormente, enfrentou derrotas nacionais e locais, inclusive para Tarcísio em 2022, no segundo turno em São Paulo.
O desafio para 2026 é ampliar a atuação além do eixo central de apoio ao PT. A estratégia inclui fortalecer a presença no interior, com a participação de Geraldo Alckmin, e manter o palanque de Lula em negociação com o eleitorado paulista.
O PT designou Jilmar Tatto, secretário nacional de Comunicação, para coordenar a campanha em São Paulo. Ele aponta a necessidade de explorar contradições entre o governo estadual atual e o projeto de Lula para ampliar a base de Haddad.
A situação paulista continua marcada pela divisão de forças: Tarcísio busca reeleição, enquanto Haddad tenta romper o cinturão antipetista. A disputa envolve o maior colégio eleitoral do país, com mais de 34 milhões de eleitores, e pode influenciar o cenário nacional.
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