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Igreja adia assinatura de protocolo para indenizar vítimas de pederastia

Igreja Católica espanhola adia protocolo com governo e Defensor do Povo para indenizações por pederastia, em meio a impasse sobre valores e competência

El presidente de la Conferencia Episcopal, Luis Argüello, a la izquierda, y el presidente de la Conferencia Española de Religiosos, Jesús Díaz Sariego, tras la firma en enero con el ministro de la Presidencia, Félix Bolaños, del acuerdo para reparar a las víctimas de abusos.
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  • A Igreja católica espanhola adiou a assinatura do protocolo com o governo e o Defensor do Povo para indemnizar vítimas de pederastia, prevista para esta quinta-feira.
  • O impasse envolve as quantias das reparações, que ficariam sob responsabilidade exclusiva da hierarquia eclesial, e a competência do Defensor para revisar casos já pagos pela Igreja.
  • A comissão Priva continua gerindo as reparações internamente, com valores que variam entre casos semelhantes, gerando críticas sobre critérios e homologação.
  • As vítimas querem que o Defensor possa revisar as reparações já feitas e a Priva recebendo os informes para manifestar conformidade ou oposição motivada.
  • O atraso ocorre em meio a tensões entre a Igreja, o governo e o Defensor, enquanto não há consenso sobre o protocolo que dará início ao plano de reparação.

A Igreja Católica na Espanha adia novamente a assinatura de um protocolo com o Governo e o Defensor do Povo para viabilizar indenizações a vítimas de pedofilia. O objetivo é regular os procedimentos de requerimento e pagamento das reparações. A decisão ocorreu enquanto as instituições estudavam os montantes que ficariam sob responsabilidade exclusiva da hierarquia eclesial.

Fontes próximas ao processo afirmam que o principal impasse é o valor das indenizações. Também há divergência sobre a competência do Defensor do Povo para revisar indenizações já pagas pela Igreja, que associações de vítimas classificam, em muitos casos, como insuficientes. A Conferência Episcopal Espanhola informou que continua o trabalho para chegar a um acordo com o Defensor e o Governo.

O acordo foi inicialmente firmado em janeiro, em Lisboa, quando o ministro da Presidência, Félix Bolaños, reuniu-se com o presidente da Conferência Episcopal, o arcebispo Luis Argüello, e o representante da Conferência de Religiosos, para aceitar a supervisão do Defensor do Povo na apreciação de cada caso e na definição das quantias. A Igreja assumiria a maior parte da responsabilidade financeira.

Bolaños havia dito que, em cerca de um mês, haveria um protocolo final com os líderes da Igreja e do Clero, além da presença do Defensor do Povo, para iniciar os procedimentos de reparação. Passados quase dois meses, o acordo não foi assinado e não foram divulgadas novas datas. O tema central envolve os baremos de indenização e a gestão pelo Priva, comissão interna criada para tratar os casos de abusos.

O Priva gerencia as reparações de casos que chegam às entidades católicas, com valores que variam de 1.000 a 91.000 euros. Associações de vítimas relatam discrepâncias entre casos semelhantes, o que motivou pedidos de revisão pelo Defensor. A controvérsia também envolve a possibilidade de o Defensor do Povo atuar como instância de recurso contra as decisões internas da Igreja.

Especialistas e fontes religiosas indicaram que houve receio de que a assinatura do protocolo fosse interpretada como vitória do Governo perante o Vaticano. Ainda não há confirmação de agenda de autoridades governamentais para uma nova reunião com o Papa ou altas autoridades, e não houve anúncio de visita oficial relacionada ao tema.

A expectativa por uma solução rápida segue diante da urgência de reparar danos às vítimas. As informações são apuradas pelo jornal El País junto a fontes envolvidas no processo, que destacam a dificuldade de conciliar prazos, valores e garantias processuais.

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