- O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, ameaça não liberar o empréstimo europeu multimilionário para a Ucrânia sem restabelecer o fluxo de petróleo russo via oleoduto Druzhba.
- Orbán condiciona apoio ao restabelecimento do envio de petróleo através da Ucrânia, que ele afirma ter sido bloqueado deliberadamente por Zelenski.
- A União Europeia analisa instrumentos legais para obrigar a Hungria a cumprir a promessa, com missão da UE para avaliar o estado do gasoduto Druzhba.
- Líderes europeus reagiram com irritação, e Pedo Sánchez destacou a necessidade de cumprir acordos fechados em dezembro; a energia continua como tema central.
- Rob Jetten e Petteri Orpo criticaram Orbán, com Orpo afirmando que ele usa a Ucrânia para ganho político nas eleições.
Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, condicionou nesta semana a liberação de um empréstimo multibilionário da UE para a Ucrânia ao restabelecimento imediato do fluxo de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba, que passa pela Ucrânia. A pressão ocorre em meio à reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas.
A UE analisa ferramentas legais para fazer Orbán cumprir a promessa feita em dezembro de liberar o apoio financeiro a Kiev. Autoridades europeias já enviaram uma missão a Ucrânia para avaliar o estado do Druzhba e as possibilidades de restabelecer o fluxo de petróleo.
Pressão e contexto
O episódio chega em um momento de turbulência internacional e de críticas à Hungria por bloquear o lucro financeiro à Ucrânia, alvo de ataques russos. A União Europeia busca manter o ritmo de apoio ao país invadido, sem abandonar seus compromissos com energeticamente sensíveis.
Kaja Kallas, chefe da diplomacia da UE, afirmou que existem alternativas legais para pressionar Orbán a cumprir o acordo europeu, adotado no último Conselho. Ainda assim, enfatizou que a Hungria não atua com boa fé, segundo a representante.
Reação entre líderes europeus
Lideranças da UE manifestaram frustração com a posição húngara. O presidente espanhol, Pedro Sánchez, destacou a necessidade de cumprir o acordo de dezembro. Outros chefes de governo ressaltaram a importância de avanços o mais rápido possível.
O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, reforçou que o veto de Budapeste é inaceitável para avançar com o apoio a Kiev. O premiê finlandês, Petteri Orpo, acusou Orbán de usar a crise do oleoduto para ganhos eleitorais, o que elevou o tom do debate no bloco.
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