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Vorcaro recebeu 13 visitas de advogados na prisão antes de sinalizar delação ao STF

Movimentação intensa da defesa na penitenciária antecedeu o primeiro gesto formal de interesse em acordo de colaboração e aumentou a pressão política em torno do caso Banco Master.

Foto: Reprodução

Daniel Vorcaro recebeu 13 atendimentos de advogados na Penitenciária Federal de Brasília nesta semana, segundo registros obtidos pela CNN Brasil. O dado chamou atenção porque o movimento aconteceu justamente nos dias que antecederam a aproximação da defesa com a Polícia Federal e com o gabinete do ministro André Mendonça, no STF, para sinalizar interesse em […]

Daniel Vorcaro recebeu 13 atendimentos de advogados na Penitenciária Federal de Brasília nesta semana, segundo registros obtidos pela CNN Brasil.

O dado chamou atenção porque o movimento aconteceu justamente nos dias que antecederam a aproximação da defesa com a Polícia Federal e com o gabinete do ministro André Mendonça, no STF, para sinalizar interesse em um possível acordo de delação premiada.

Segundo a CNN, Vorcaro teve uma média de três defensores por dia e contou com nove advogados cadastrados para acessar o presídio sem agendamento prévio.

Essa flexibilização ocorreu por decisão de André Mendonça, que autorizou os defensores a entrarem na unidade de segurança máxima quando necessário.

A maratona de visitas se intensificou depois da troca no comando da defesa. Vorcaro deixou a banca de Pierpaolo Bottini e contratou o criminalista José Luís Oliveira Lima, o Juca, nome conhecido por atuar em negociações de colaboração premiada.

A Agência Brasil informou que foi justamente esse movimento que passou a ser lido como um sinal mais claro de que o ex-banqueiro começou a considerar formalmente a delação.

O que aconteceu antes da sinalização ao STF

De acordo com a CNN, na quarta-feira, 17 de março, Juca e mais dois advogados estiveram na penitenciária pela manhã. Horas depois, a equipe procurou a Polícia Federal e o gabinete de André Mendonça para demonstrar interesse em um acordo.

Ou seja, a ofensiva jurídica dentro do presídio veio imediatamente antes do primeiro passo concreto da defesa fora dele. A própria rotina da prisão precisou ser adaptada.

A CNN relatou que policiais da unidade reclamaram do acúmulo de funções e da necessidade de reorganizar a segurança por causa das chegadas frequentes de advogados, muitas vezes sem agendamento e por períodos maiores do que o habitual.

Outro ponto relevante é que nem toda a antiga equipe de defesa embarcou nessa estratégia. A CNN informou que o advogado Roberto Podval, que continua ligado ao caso, não participou dessa nova fase por ser contrário a uma eventual delação.

Por que essa movimentação pesa tanto

Na prática, o que essa sequência mostra é que a possível delação de Vorcaro deixou de ser apenas especulação de bastidor.

A reunião da defesa com André Mendonça e o contato com a PF indicam que o tema passou a ser tratado de forma concreta no Supremo.

A Agência Brasil informou que a possibilidade de colaboração foi citada diretamente na conversa com o ministro.

Isso ajuda a explicar por que o caso passou a inquietar Brasília. Uma eventual colaboração de Vorcaro pode atingir empresários, operadores financeiros e agentes políticos ligados ao escândalo do Banco Master, que já se espalha por investigações no STF, na PF e no Congresso.

Essa leitura é uma inferência baseada no avanço formal das tratativas e no alcance já conhecido do caso.

O ponto central, por enquanto, é este: antes mesmo de qualquer acordo ser fechado, a defesa de Vorcaro já montou uma operação intensa dentro da prisão e transformou a possível delação em um movimento real, com impacto jurídico e político imediato.

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