- O Sistema de Comércio de Emissões (ETS) é o mercado de carbono da Europa, baseado no princípio “poluidor paga”.
- Desde 2005, o ETS reduziu as emissões em 39% e já gerou mais de 260 bilhões de euros para financiar energia limpa.
- Dez Estados-membros, entre eles Itália, Polônia e Áustria, dizem que o sistema avança rápido demais; o ministro italiano Adolfo Urso chamou-o de imposto com efeito perverso.
- O setor químico relata fechamento de mais de 100 instalações, com cerca de 75 mil empregos perdidos, enquanto críticos dizem que custos altos de carbono ameaçam negócios europeus.
- Itália quer suspender o ETS, enquanto outros defendem estender as allowances gratuitas além de 2034; a discussão é vista como parte de uma luta por segurança europeia e sobrevivência industrial.
Ten países da União Europeia estão em revolta explícita contra o Sistema de Comércio de Emissões (ETS), a principal política climática do bloco. Itália, Polônia e Áustria lideram o movimento, que ganha força na realização de debates em Bruxelas.
O ETS funciona como um mercado de carbono europeu, com o princípio do poluidor pagar. Indústrias intensivas, usinas e companhias aéreas precisam adquirir permissões para cobrir as emissões de CO2.
Desde 2005, o sistema reduziu as emissões em cerca de 39% e já arrecadou mais de 260 bilhões de euros para financiar energia limpa. A narrativa atual, no entanto, é de descontentamento entre governos.
Contexto do ETS
Críticos afirmam que o sistema avança rápido demais e aumenta custos em um momento de elevação de preços de energia, agravada pela situação bélica no Irã. Ao mesmo tempo, setores produtivos alertam para impactos competitivos no fim da cadeia europeia.
O setor químico aponta que mais de 100 fábricas fecharam as portas, resultando na perda de cerca de 75 mil empregos. Segundo os governos contrários, o custo adicional de carbono cria risco existencial para empresas europeias.
Demandas em aberto
A Itália defende a suspensão completa do ETS, enquanto outros países defendem a extensão das licenças de carbono gratuitas além de 2034. O debate envolve questões de competitividade e de transição energética na região.
A discussão em Bruxelas continua, com governos buscando alternativas que alinhem redução de emissões e segurança industrial. A cobertura completa está consolidada pela rede Euronews em seu material sobre o tema.
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