- Governistas trabalham em um relatório alternativo da CPMI do INSS, com foco nas fraudes de aposentados na gestão Bolsonaro e em questionamentos sobre o início das operações do Banco Master.
- A mudança na composição do colegiado aponta para apresentação do documento na próxima semana, com os trabalhos mantendo-se até 26, caso não haja prorrogação.
- O relatório pode incluir informações sobre o Caso Master, citando a condução de Roberto Campos Neto no Banco Central e eventual venda autorizada em 2018, além de suspeitas de falta de inspeção.
- O deputado Lindbergh Farias foi escalado para defender a inclusão de perguntas a Campos Neto no material, ao mesmo tempo em que pediu abertura de investigação à Polícia Federal e apuração na Comissão de Ética Pública.
- O vice-presidente da CPMI, Duarte Jr., defende moderação e evitar conteúdo de natureza ideológica, ressaltando que a fraude do INSS envolve governos anteriores e o atual.
O governo planeja uma ofensiva na reta final da CPMI do INSS, com questionamentos sobre o início das operações do Banco Master e críticas à condução das investigações pelo Planalto. Parlamentares também preparam um relatório alternativo sobre fraudes de aposentados e pensionistas.
A ideia é mudar a composição do colegiado e entregar um documento que acentue irregularidades identificadas ao longo das apurações. A peça está em elaboração e deve ficar pronta para a próxima semana, caso não haja prorrogação.
Segundo apuração do R7 Planalto, o foco do relatório governista deverá ser o crescimento de fraudes no INSS durante o governo de Jair Bolsonaro. O tema envolve dados de irregularidades ocorridas em anos anteriores.
Banco Master e atuação do ex-presidente do BC
O documento alternativo também deve abordar o Caso Master, citando a atuação de Roberto Campos Neto em processos vinculados à instituição financeira. A pauta envolve a autorização de venda do banco em 2018 e a suposta ausência de inspeções diante de suspeitas de fraude.
Além disso, a estratégia inclui consultar evidências sobre a condução do BC e eventuais falhas de supervisão. Delegações analisam como tais itens interferem na narrativa do inquérito parlamentar.
Reações e posicionamentos
O PT escalou o deputado Lindbergh Farias para acompanhar a CPMI, defendendo a inclusão de pontos sobre Campos Neto no relatório. Campos Neto rebateu, chamando as críticas de manifestação política, e afirmou que sua atuação foi técnica e fundamentada.
Paralelamente, o vice-presidente da CPMI, Duarte Jr, defende moderação e aponta a necessidade de evitar direcionamentos ideológicos. Ele ressalta que a fraude no INSS é um problema que atravessa governos.
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