- Ratinho Júnior avalia concorrer à presidência, com cenário atual apontando ele como candidato de direita ao lado de Lula; a entrada de Flávio Bolsonaro mudou os cálculos de risco.
- Na pesquisa Quaest de março, Lula aparece com 37% das intenções de voto, Flávio Bolsonaro com 30% e Ratinho Júnior com 7%, tornando improvável vaga no segundo turno hoje.
- O governador tem até 4 de abril para se desincompatibilizar e iniciar a pré-campanha, buscando apoio principalmente do eleitorado de centro que rejeita a polarização.
- A possibilidade de apoiar Flávio no segundo turno, em troca de vagas no governo, está nos planos, incluindo cargos como Itaipu Binacional; negociações também envolvem o PSD.
- Mesmo sem mandato, a candidatura pode ampliar a visibilidade de Ratinho Júnior e do PSD para 2030, além de fortalecer a bancada do partido na Câmara, se ele não for eleito neste ano.
O sonho presidencial de Ratinho Junior (PSD) ganhou contornos diferentes conforme avançam os cenários. Em março, ele seria candidato para enfrentar Lula (PT) no segundo turno, com Flávio Bolsonaro (PL) entrando na disputa. A entrada de Flávio alterou o cálculo de riscos e ganhos para o governador do Paraná.
A corrida de Ratinho Jr ainda depende do PSD decidir se ele será cabeça de chapa ou vice. Ele já disse que não busca o Senado e não tem planos de abandonar o governo do Paraná neste mandato. A possibilidade de ser vice foi negada após convite da campanha de Flávio Bolsonaro.
Até 4 de abril, Ratinho tem prazo para se desincompatibilizar e iniciar a pré-campanha presidencial, buscando o eleitorado de centro. O discurso dele aposta na moderação, ainda que se apresente como candidato da direita cidadã, não como terceira via.
Cenário atual e forças em jogo
Segundo a pesquisa Quaest de março, Ratinho Júnior aparece com 7% das intenções de voto, Lula tem 37% e Flávio Bolsonaro chega a 30%. O resultado indica dupla dificuldade de avançar para o segundo turno sob o cenário atual.
Analistas lembram que a polarização entre Lula e Bolsonaro tende a dificultar o crescimento de Ratinho Jr, mesmo com apelo moderado. A tendência de cansaço com a polarização pode oferecer tração, mas não garante vitória.
A relação entre PSD e o grupo de Bolsonaro se acirrou após a aproximação de Sergio Moro (União Brasil) com Flávio, para consolidar palanque no Paraná. Esse movimento complica o ambiente interno de Ratinho Jr na disputa estadual.
Perspectivas e desdobramentos políticos
Há a possibilidade de uma candidatura presidencial que aumente a visibilidade do PSD a nível federal e ajude a bancada de deputados do partido, incluindo a Itaipu Binacional. Avalia-se que isso pode gerar ganhos de médio prazo para a sigla.
Apesar do peso eleitoral, a eleição presidencial pode não trazer retorno imediato. Analistas destacam que Ratinho Junior poderia ganhar projeção para 2030, caso a campanha amplie a exposição do nome dele e do partido no Congresso.
Caso não avance, Ratinho Júnior pode negociar apoios no segundo turno com a chapa de Flávio Bolsonaro, o que dependeria de acordos estratégicos no governo. O cenário envolve o custo político e institucional de novas alianças.
Observações sobre o quadro eleitoral
A comparação entre números de intenção de voto continua dependente de movimentos de alianças e da agenda nacional. O levantamento da Quaest foi realizado com 2.004 pessoas entre 6 e 9 de março, com margem de erro de 2 pontos percentuais. Registro no TSE: BR-05809/2026.
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