- O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou renúncia ao cargo nesta segunda-feira (23.01), na sede do governo, o Palácio Guanabara.
- A decisão ocorreu um dia antes de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral que poderia cassar o mandato.
- Castro é investigado por abuso de poder político e econômico na campanha de reeleição, em 2022, e já havia visto dois votos pela cassação até o momento.
- Com a renúncia, o Tribunal de Justiça do Rio, por meio do desembargador Ricardo Couto, assume o governo em caráter interino e os deputados da Assembleia Legislativa vão eleger um governador de mandato-tampão até o fim do ano.
- Na linha sucessória, o vice-governador Thiago Pampolha renunciou para assumir vaga no Tribunal de Contas do Estado, enquanto o presidente da ALERJ, Rodrigo Bacellar, foi preso e afastado do cargo.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, renunciou ao cargo nesta segunda-feira (23). O ato ocorreu na sede do governo estadual, o Palácio Guanabara, menos de 24 horas antes de um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral que pode cassar seu mandato. Castro é investigado por abuso de poder político e econômico na campanha de reeleição, em 2022.
A renúncia evita o desgaste de uma cassação e mantém a possibilidade de o ex-governador concorrer a cargos com liminar. Com o abandono do cargo, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, assume o governo de forma interina.
A Assembleia Legislativa do Rio deve convocar eleições indiretas para escolher um governador-tampão até o fim do ano. A linha de sucessão já tinha mudanças: o vice-governador Thiago Pampolha renunciou para ocupar vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado. O presidente da ALERJ, Rodrigo Bacellar, foi preso e afastado do cargo.
Mudanças na linha de sucessão no RJ
Com Castro fora, o TJ-RJ assume a gestão interinamente até o desfecho das ações judiciais. A expectativa é de que deputados da Assembleia votem, em sessão extraordinária, para definir o novo chefe do Executivo até o término do mandato. O processo não prevê eleição direta neste momento.
A partir do contexto, também houve desdobramentos políticos: Pampolha deixou o cargo de vice para atuar no TCE; Bacellar permanece afastado até decisão final. Em Minas Gerais, Romeu Zema renunciou e entregou o cargo ao vice, Mateus Simões, conforme o cenário político do dia.
Zema sinalizou pré-candidatura à Presidência da República, ampliando o alcance do movimento político no estado mineiro. O conjunto de renúncias e substituições envolve diferentes esferas do governo e da Justiça, mantendo o Rio sob foco de atenções institucionais.
Entre na conversa da comunidade