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Cláudio Castro renuncia ao governo do Rio na véspera de julgamento no TSE

Cláudio Castro renuncia para disputar Senado; governo fica com interino Ricardo Couto até eleição indireta na Alerj

Cláudio Castro pretende disputar uma vaga ao Senado. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)
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  • O governador do estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), renunciou ao cargo nesta segunda-feira, 23, para disputar uma vaga no Senado.
  • A saída ocorre na véspera da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral, que pode cassar seu mandato e torná-lo inelegível.
  • Em caso de vacância, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União), deveria assumir o governo, mas está afastado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
  • Bacellar é investigado pelo suposto vazamento de informações sigilosas de operação envolvendo o ex-deputado Thiago dos Santos Silva, o “TH Joias”.
  • Com o afastamento de Bacellar, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), desembargador Ricardo Couto, assume interinamente e organizará a eleição indireta na Alerj para definir o substituto até a escolha de um novo governador.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), renunciou ao cargo nesta segunda-feira (23). O objetivo é disputar uma vaga no Senado.

A saída ocorre na véspera da retomada do julgamento do TSE que pode cassar seu mandato e torná-lo inelegível.

Castro informou que encerra seu tempo no governo e busca novos projetos, mantendo o tom de gratidão.

A renúncia ocorre em meio à análise do TSE sobre possível cassação. Castro alegou que sai de cabeça erguida e que segue como pré-candidato ao Senado. A decisão também influencia a linha sucessória estadual, prevista para ocorrer conforme a Constituição.

Durante uma coletiva no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro declarou que encerra sua gestão com a consciência tranquila. També mencionou as principais realizações de sua administração, como a operação policial realizada no Complexo da Penha, em outubro de 2025, que terminou com 122 mortos, incluindo vários acusados de envolvimento com o tráfico de drogas.

“Fizemos a maior operação do mundo aqui no Rio de Janeiro. Depois de muitos anos, vencemos a pior guerra que se pode dizer na segurança pública, que é a guerra da narrativa. Fizemos o cidadão na ponta ser ouvido. E esse cidadão pôde dizer que ele era favorável à polícia”, afirmou.

Além disso, relembrou o caminho que o levou ao governo estadual.

Sucessão e condução do governo

Entenda o caso de Cláudio Castro

A possível saída de Cláudio Castro do governo do Rio de Janeiro abre um cenário de incerteza institucional. Pela regra sucessória, o comando do estado deveria ser assumido pelo presidente da Assembleia Legislativa (Alerj). No entanto, o cargo está vago desde dezembro de 2025, quando Rodrigo Bacellar (União) foi afastado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), após ser preso sob suspeita de vazar informações de uma operação policial ao deputado estadual TH Joias, apontado como ligado ao Comando Vermelho.

Diante desse vazio, a condução provisória do governo caberá ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Ricardo Couto. A ele caberá organizar uma eleição indireta, que definirá quem ficará à frente do estado até o fim do mandato atual, previsto para dezembro.

Paralelamente à crise política, Castro enfrenta um processo que pode levar à cassação de seu mandato. A ação reúne recursos do Ministério Público Eleitoral (MPE), que apontam indícios de abuso de poder político e econômico durante a campanha de 2022.

Segundo a acusação, estruturas públicas teriam sido usadas de forma irregular para fins eleitorais. A Fundação Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) são citadas como possíveis instrumentos para a contratação de cabos eleitorais com recursos do governo estadual.

Além de Castro, também são investigados o próprio Bacellar e o vice-governador Thiago Pampolha. Em caso de condenação, os envolvidos podem perder seus cargos e ficar inelegíveis até 2030 — o que, no caso de Castro, inviabilizaria uma eventual candidatura ao Senado.

O julgamento teve início em 10 de março, mas foi interrompido após um pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques, adiando a análise para o dia 24. Até agora, o placar está em 2 a 0 a favor da condenação do governador.

O episódio também repercute no campo político. Nas redes sociais, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que disputa o governo estadual, criticou o movimento de renúncia e acusou Castro de tentar evitar as consequências judiciais, afirmando que o gesto representa uma forma de desrespeito à Justiça.

 

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